Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Cromos dos Anos 60 - C. G.

 

C. G. Spider 1000

Cilindrada: 994 c. c.

Consumo: 9 l/100 km

Taxa de compressão: 9

Potência: 52 Cv. SAE

Velocidade máxima: 160 km/h

Travões: disco às 4 rodas

Motor: 4 cilindros, traseiro

Tracção: traseira

País: França

 

Motor "Simca", carroçaria em fibra polyester, 4 velocidades sincronizadas

 

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R. M. S. Aquitania

Cartaz de Kenneth D. Shoesmith (1890-1939) representando

o R.M.S. Aquitania a entrar no porto de Nova Iorque

 

   O navio Aquitania era, na década de 1920, o navio principal da companhia Cunard Line e foi o último dos paquetes com quatro chaminés. José Rodrigues Miguéis (1901-1980), menciona-o brevemente no espaço ficcional, situado em 1935, do conto Gente da Terceira Classe (do livro homónimo publicado em 1962). Recorda-nos assim que, apesar de todo o seu glamour, este navio também possuía terceira classe e era utilizado para transportar emigrantes nas viagens entre a Europa e os Estados Unidos:

   " Vou encontrar a maioria destes compatriotas em Southampton, espalhados por hospedarias manhosas, à conta das empresas de navegação ou dos agentes de viagens. Todos eles com bandeirinhas na lapela ou no peito da blusa, para se não tresmalharem nem confundirem, como cabeças de gado com o "ferro" do dono. Aflitos, à procura do Aquitanha, diz uma, ou do Manhatão, diz a madeirense."

   As suas características quatro chaminés permitiram à tripulação estabelecer um método peculiar de classificar o nevoeiro, contando o número de chaminés visíveis a partir da ponte de comando – nevoeiro de quatro chaminés, de três chaminés... Quando o número de chaminés visíveis era inferior a três, todos passavam a confiar na sorte para que a navegação decorresse sem incidentes.

   O Aquitania, um navio de 45.000 toneladas, constituía o orgulho da Cunard Line na década de 1920, juntamente com o Mauretania (32.000 tons.) e o Berengaria (52.000 tons.). Depois de servir para transporte de tropas durante a II Grande Guerra,  foi retirado do serviço em 1950, ultrapassando em vários anos o tempo de serviço do Berengaria e do Mauretania, retirados em meados da década de 1930.

 

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lol

Photo © musicmuse_ca (http://www.flickr.com/photos/42304632@N00/49345225/)

 

   Uma mensagem sms muito original, curta e curtida? lol. Não há nada para dizer? lol. Divertidíssimo? lol. Estamos em linha e temos que comunicar simultaneamente com toda a gente? lol para todos. "Estou em baixo e preciso de carinho...", "lol. Sei o que queres dizer, sinto-me na mesma! lol". "A bófia levou o Choné...", "lol, Bué da chato... lol". (Hã? lol quer dizer "Rir às gargalhadas"? ...Quero lá saber!) lol...

 

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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Cromos dos Anos 60 - Cadillac

 

Cadillac Fleetwood Brough [sic]

Cilindrada: 7027 c. c.

Consumo: 21 l/ 100 km

Taxa de compressão: 10,5

Potência: 345 Cv. SAE

Velocidade máxima: 194 km/h

Travões: tambor às 4 rodas

Motor: 8 cilindros em "V"

Tracção: traseira

País: Estados Unidos

 

Modelo "Coupé d'Ville", com quatro portas e mudança automática de 3 velocidades.

 

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Curiosidades - Aquitania

 

Capa e vinheta da lista de passageiros do navio Aquitania, Cunard Line, para a viagem entre Southampton e New York, via Cherbourg, iniciada em 28 de Março de 1925.

 

 

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Autógrafos - Armando Ferreira

 

Armando Ferreira (1893-1968), Beco do Alegrete (1959)

Capa de Stuart Carvalhais (1887-1961)

 

 

Armando Ferreira (1893-1968)

   Autor de mais de duas dezenas de best-sellers, numa linha que herdou influências dos textos humorísticos sobre o quotidiano lisboeta como os de Gervásio Lobato (1850-1895), de quem evoca o livro mais famoso, Lisboa em Camisa (1890), na sua obra Lisboa Sem Camisa (1934), e André Brun (1881-1926), Armando Ferreira é hoje praticamente um escritor esquecido. Os seus textos leves e o seu humor ligeiro afastam-no, aliás, da obra dos seus contemporâneos Santos Fernando e, particularmente, Mário Henrique Leiria (1923-1980), um escritor de culto até há poucos anos.

   Transcrevem-se, de seguida, alguns parágrafos de Beco do Alegrete:

   "O Generoso vivia com uma sobrinha, a menina Lurdes, "tilógrafa", empregada num grémio, muito moderna, tão moderna exteriormente, que o Graciano, o proprietário do "imóvel", a comparava a uma construção de dez andares, sem redondezas nem curvas, chata à frente e atrás, como uma caixa de fósforos, posta ao alto; ela porém, que era muito dada às "linhas" de hoje, não se ralava nada, e ao Rosalino, que já lhe propusera namoro várias vezes, durante a escolha dos discos para os bailes de domingo, explicara muito fisiològicamente convicta:

   – Está muito mais perto o coração, quando o peito é chato...

   A verdadeira razão de ela não ceder às investigações do esticadinho do Rosalino era outra; a influência do olhar perturbador do Chico, filho da senhora Andreza, galinheira, com lugar no Chão do Loureiro, um tipo muito "giro", artista fotográfico, que todos os dias ia para a Baixa, com a máquina, e já teria tirado mais de 5 mil retratos, se não usasse aquela táctica do faz que tira, mas não tira. A perturbação no coração da Ludrezinha, vinha de uma divergência de pontos de vista dos olhos do Chico; enquanto o direito lhe admirava o rosto, o esquerdo estava à espreita de quem se aproximava; aquela extravagância, impressionava-a eròticamente e por isso o Chico do "olho torto" tinha grande número de foxes açambarcados com a Lurdes, aos Sábados, no baile do quintal da Normanda – com grande arrelia do Rosalino."

    

   

Armando Ferreira, Os Meus Fantoches (1943)

 

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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Cromos dos Anos 60 - Buick

 

Buick Riviera

Cilindrada: 6554 c. c.

Consumo: 22 l/100 km

Taxa de compressão: 10,25

Potência: 345 Cv SAE

Velocidade máxima: 207 km/h

Travões: tambor servo às 4 rodas

Motor: 8 cilindros em "V"

Tracção: traseira

País: Estados Unidos

 

Três velocidades sincronizadas

 

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Termas e Águas Medicinais - Vidago

Vidago Palace Hotel (Portugal). Bilhete postal circulado em Agosto de 1913.

 

   Estância termal privilegiada por diversos membros da família real, Vidago teve um período áureo entre o final do século XIX e a década de 1930. No início do século XX a localidade apenas contava com um hotel digno dessa classificação, o Grande Hotel de Vidago, o qual já tinha alojado o rei D. Fernando (1819-1885) e seu filho o rei D. Luís (1838-1889). Nas décadas seguintes passou a oferecer alojamento em edifícios de maiores dimensões, como o Vidago Palace Hotel, o Hotel Avenida e o Hotel Salus (mais tarde, Hotel do Golf).

   As águas de Vidago foram classificadas como carbonatadas sódicas, carbo gasosas e muito radioactivas pelo radon, segundo a Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos (1940), estando indicadas na terapêutica das doenças gastro-intestinais e da nutrição. Na região existem ainda várias outras fontes, sendo as de Campilho e Salus as mais conhecidas. 

(Consultar mais alguns pormenores sobre a história  das termas e das suas concessões em http://chavesantiga.blogs.sapo.pt/128636.html)

 

Vidago Palace Hotel, Uma vista do lago. Bilhete postal circulado em Agosto de 1913.

 

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Portugal Selon les Français

Caricatura de D. Carlos I, in A Parodia, número 110, 5.º ano, Março de 1905

 

   "Les Portugais sont toujours gais! Parmi les mots qui firent fortune, celui-là, qui vibre et galope, vous a l'air irréfutable. Gardez-vous cependant d'y croire. La gaîté portugaise a beau être proverbiale, elle n'en est pas moins une fable.

   Si, débarquant à Lisbonne, on s'imagine entendre un peu partout dans les bureaux, les ateliers, cascader un rire éclatant et trouver à tout le monde, au long des rues, et sur le port, la face enluminée par le plaisir de vivre, on est assez dérouté. Mais déçu, c'est une autre affaire. Pour moi, je ne le suis guère.

   Vivre dans un pays pareil, avoir sur la tête un ciel pur et devant les yeux ces flots, la paix qui vous vient du climat et des hommes, ne dites pas qu'il y aurait de quoi rire. Une gaîté perpétuelle exclut généralement, de la part de ceux qui l'affichent, la réflexion et la sagesse aussi bien que le sentiment des nuances, alors qu'il ´'est pas de peuple moins brutal. La vulgarité lui est inconnue, et, s'il est plus qu'un autre friand de bons mots, jamais vous ne verrez um Portugais s'esclaffer ni vous taper sur le ventre.

   Je ne dis pas que, vers le nord, on ne montre pas plus d'exubérance. dans un musée, tour à l'heure, je notais comme la vaiselle de Lisbonne est d'un bleu mélancolique en comparaison de celle, claire et riante, dont, il y a deux ou trois siècles, on usait à Porto. Depuis, les sentiments n'ont pas changé, sur les visages des habitants de l'une et de l'autre ville. A Lisbonne, ils sont toujours empreints de cette triste douceur qui, d'ailleurs, s'accorde bien avec les cheveux sombres qu'ont les gens d'ici, avec leur démarche, toujours nonchalante. C'est peut-être le bonheur, après tout, de n'être pas pressé, ou du moins de ne point le paraître, pour mieux retirer au temps l'importance exagérée qu'il se donne de nos jours."

 

Maurice Martin du Gard (1896-1970), Lettres Portugaises (1934)

 

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Culturismo em Kansas City

Photo © sarcher35 (http://www.flickr.com/photos/s_archer/)

 

   Em Kansas City, Missouri, Estados Unidos da América, um alfarrabista queimou em público centenas de livros, e tenciona queimar milhares mais, dado que nenhuma biblioteca ou centro de caridade aceitou a sua oferta de quase 20.000 volumes. Todas as entidades contactadas alegaram falta de espaço para acolher tão volumoso donativo. Os bombeiros apagaram o fogo e a polícia tomou conta da ocorrência, porque o alfarrabista não tinha solicitado licença para fazer uma fogueira pública.

 

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