Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

Postais Antigos de Portugal - Porto

 

PORTO – Ponte Maria Pia sobre o rio Douro.

Bilhete postal circulado do Porto para Vila Viçosa, em Janeiro de 1916.

Emissão de editor não identificado.

 

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Macau, 1936 (XXIX)

Macau, cerca de 1936.

   

   Poucos dias depois, sem qualquer surpresa, acabou por encontrar uma casa que lhe agradava. Ficava num segundo andar. As janelas estavam providas de grandes portadas, que coavam diagonalmente a entrada da luz , por entre pequenas tiras de madeira.

   Gelosias. Sentira uma satisfação inexplicável quando a palavra lhe ocorrera. Gostava dela e do que a sua origem sugeria. Ciúmes. Pequenas barreiras que procuravam manter o ciúme e a inveja ao longe, resguardando a privacidade do lar.

   As gelosias das varandas apresentavam um corte a meia altura. Deixavam abrir apenas a parte de cima, guardando ainda alguns segredos da casa, ou então apenas a parte de baixo, quando o sol estava no zénite, conservando sombra e frescura no quarto e nas salas. Das varandas via-se uma nesga de mar, as casas apinhadas do bairro e da cidade e a agitação das ruas. Principalmente a agitação da Rua de S. Domingos.

   No prédio, a vizinhança não lhe pareceu muito barulhenta. Confirmou as condições do contrato com o homem que lhe mostrara a casa, por indicação de um dos empregados do Central. Havia abordado alguns funcionários para esse efeito, pouco depois de se registar no hotel. Não quisera envolver os seus serviços nestes assuntos. O seu sentido de privacidade passava por essa atitude discreta. Depois de verificar todos os pormenores, alugou a casa.

   Dirigiu-se depois para a loja da carpintaria Iu-Seng e C.ª. Viu várias mobílias torneadas e esculpidas ao gosto oriental. Decidiu-se por mobiliário de formas mais sóbrias e geométricas.  Para o quarto, uma cama à francesa. Mais baixa e mais estreita, de corpo e meio. Mobiliário à francesa. Eram conhecidas assim, em Portugal, as peças que apresentavam linhas mais modernas, muito diferentes da mobília pesada, com decoração setecentista, que ainda predominava no gosto da aristocracia e das classes altas. Achou graça à ironia da escolha. Estava a ser bastante conservador por não ceder à decoração oriental e demasiado moderno por contrariar o gosto português... Hesitou em relação ao toucador. O psiché. Uma casa mobilada por um homem deveria apresentar uma peça tão feminina? Decidiu assumir a ousadia do gosto francês e incluir o toucador.

   Deu ordens para que entregassem tudo apenas algumas semanas mais tarde. Embora estivesse no oriente, a época de Natal e Ano Novo era uma época de agitação entre alguns macaenses e os macaístas comportavam-se como se estivessem a celebrar a quadra em Portugal.

   Poderia mudar-se em meados de Fevereiro, no início do novo ano chinês. O ano do búfalo.

 

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A Arte Gráfica em Portugal - Século XX

 

João Augusto Silva (n. 1910), capa e ilustrações para a brochura, de sua autoria, Grandes Chasses [Caça Grossa] (1937), editada por ocasião da Exposição de Paris de 1937.

 

 

  

 

 

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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007

Manuel Ribeiro de Pavia

 

Ilustração publicada postumamente na capa da revista Vértice, número 310, de Julho de 1969.

 

   "(...) Esta parece-me ser a lição mais urgente a salientar na vida do heróico Pavia (sim, heróico), antes que se atole no usual pântano de anedotas do esquecimento português.

   Outros falarão da sua obra de ilustrador, e das capas dos livros, e das estampas, e das gravuras, e dos desenhos, onde paira por vezes como que a saudade dos frescos em muros que nunca pintou...

   Eu não. Desculpem, mas considero mais importante chamar a atenção dos jovens (dos jovens? e porque não dos velhos?) para este facto: no mundo, afinal, não existem apenas videirinhos e amarinhadores torpes; mas também homens como Manuel Ribeiro de Pavia, o Alentejano, que, sozinho e enigmático, não por motivos de boémia romântica, como certas pessoas com olhos por fora acreditam, mas por protesto vital, fez da sua vida uma espécie de greve da fome consciente e deliberada contra os armafanhadores de quimeras – os bestas!"

 

in José Gomes Ferreira (1900-1985), Imitação dos Dias (1966; 3.ª edição, 1977). 

 

 

Ilustração para o romance Fanga (1943), de Alves Redol (1911-1969), reproduzida postumamente na revista Vértice, número 258, de Março de 1965.

 

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A Volta ao Mundo em 60 Dias - Angola

 

Grandes e interessantes pedras sobre o monte Caimbango junto do Cam.º de Ferro Lobito á Katanga (kmo 173) / Interesaj stonegoj sur la monto Kaimbango, apud la fervojo Lobito al Katanga (kmo 173)

Bilhete postal circulado em Maio de 1903.

Emissão de editor não identificado.

 

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Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007

Autógrafos - Rita Ferro

 

Rita Ferro (n. 1955), O Vento e a Lua (1992).

 

 

   Tendo iniciado o seu percurso literário com O Nó na Garganta (1990), Rita Ferro lançou pouco depois O Vestido de Lantejoulas (1991). Até ao momento publicou mais de dez títulos, entre ficção, crónicas e obras de cariz memorialista ou biográfico.

   Filha de António Quadros (1923-1993) e neta do casal António Ferro (1895-1956) e Fernanda de Castro (1900-1994), foi co-autora de Retrato de Família: Fernanda de Castro, António Ferro e António Quadros (1999), com Mafalda Ferro (datas desconhecidas).

   De O Vento e a Lua, uma obra que, através do retrato inicial da protagonista, Pompeia, surge como um manifesto anti-conformista (note-se o subtítulo), transcrevem-se alguns parágrafos:

 

   "A seguir ao episódio de Azeitão, Pompeia engravidou mais duas vezes, respectivamente de um cabo-verdiano e de um polícia; o primeiro, que trabalhava na Câmara, por pouco não a colheu com a forquilha com que amanhava as lixeiras.

   Chovia há três dias, e toda a cidade era um pântano.

   Ao dar com ela, levantou-a em braços e meteu-a no carro para a abrigar em sua casa. O bom homem vivia sozinho e durante duas semanas tratou dela como se fosse família.

   Pompeia esteve à beira da morte e debateu-se com ela numa luta corpo a corpo: teve febres altas, transpirações geladas e delírios angustiados, chegando mesmo a vislumbrar um desconhecido afável que parecia esperá-la ao fundo de um túnel. Ressuscitou ao fim de seis dias, depois de uma canja que o gigante africano lhe foi dando às colheres, com franciscana paciência.

   E nem uma vez abusou dela, aquele negro solitário que podia não ter dinheiro, nem mulher, nem filhos, nem mesmo um trabalho limpo, mas que tinha algo muito mais raro de encontrar: grandeza.

   Restabelecida, Pompeia deixou-se ficar por um mês a embelezara a casa que a acolhera para que esta se parecesse mais com a índole do inquilino, sem que nunca por nunca este a tivesse sondado para os fins habituais. Pelo contrário: respeitava-a como se respeita uma irmã e defendia-a como um pastor alemão.

    Na véspera de partir, Pompeia entrou no quarto dele e, sem abrir a luz, disse-lhe:

   – Você não merece estar sozinho.

   E deixou-se propositadamente fecundar para, no fim da gravidez, voltar ali e oferecer-lhe família."

 

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A Volta ao Mundo em 60 Dias - Estados Unidos da América

 

8   TRINITY CHURCH AT BROADWAY AND WALL STREET, NEW YORK CITY

Bilhete postal circulado de Nova Iorque, E. U. A., para Lisboa, Portugal, em Novembro de 1945.

Edição de Irving Underhill, New York.

 

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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007

Termas e Águas Medicinais

 

Extra-texto da revista Panorama, número 10, de Agosto de 1942.

 

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Natal

 

Laura [Nogueira] Costa (activa 1920-1950), Adoração do Menino, bilhete postal emitido pelos CTT em 1942.

 

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Natal - Nadir Afonso

 

Nadir Afonso (n. 1920), Sem Título, técnica mista sobre papel, 1994.

 

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