Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Francisco de Andrade

Max Slevogt, Das Champagnerlied (Der Weiße d'Andrade, 1902)

© Staatsgalerie, Stuttgart, Alemanha

 

   Nos dias de hoje, o barítono Francisco de Andrade (1859-1921) é certamente a mais ignorada das quatro personalidades evocadas durante o fim-de-semana. Nem sempre foi assim, como é óbvio, mas já a consagrada violoncelista Guilhermina Suggia (1885-1950) teve de reavivar a memória dos portugueses numa entrevista concedida na década de 1920, quando recordou o estrondoso sucesso deste barítono no estrangeiro.

 

Max Slevogt, Don Giovanni mit Leporello (1912)

© Staatliche Museen, Berlin, Alemanha

 

   Francisco de Andrade iniciara o século XX com uma magnífica interpretação, em Berlim, logo no ano de 1902. O seu desempenho como Don Giovanni, na ópera homónima (1787) de W. A. Mozart (1756-1791), em particular na famosa ária do champagne, trouxe-lhe uma aclamação entusiástica e a consagração internacional.

 

Max Slevogt, Der Schwartze d'Andrade (1903)

© Kunsthalle, Hamburg, Alemanha

 

   Max Slevogt (1868-1932), um dos grandes pintores alemães da época, ficou completamente extasiado perante os dotes e o desempenho do barítono, retratando-o obsessivamente durante vários anos.

 

         

Max Slevogt, Francisco d'Andrade (1902)         Max Slevogt, Der Sänger Francisco

© Kunsthalle, Hamburg, Alemanha               d'Andrade, Zeitung Lesend (1903).

                                                               © Alte Nationalgalerie, Berlin, Alemanha

 

   Graças a esta obsessão de Max Slevogt, podemos admirar hoje um dos retratos de Francisco de Andrade, intitulado Das Champagnerlied, Der Weiße d'Andrade (literalmente, A Ária do Champagne, O d'Andrade Branco, para o distinguir do posterior Der Schwartze d'Andrade, O d'Andrade Preto), na  Galeria Estadual de Stuttgart. Este retrato, considerado uma das obras maiores da pintura alemã da viragem do século, perpetua a memória do barítono caído no esquecimento, exibindo-se ao lado de obras de Cézanne (1839-1906), Ensor (1860-1949), Gauguin (1848-1903), Manet (1832-1883), Monet (1840-1926), Pissarro (1835-1903) e Renoir (1841-1919).

 

 

           

Max Slevogt, Don Giovanni (1912)       Max Slevogt, Das Champagnerlied (1902)

© Kunsthalle, Hamburg, Alemanha     © Niedersächsisches Landesmuseum,

                                                      Hannover, Alemanha

 

© Blog da Rua Nove

publicado por blogdaruanove às 11:40
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