Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Termas e Águas Medicinais - Estoril

Contracapa da revista Panorama, número 4, Setembro de 1941.

 

A componente termal do Estoril, e da antiga Costa do Sol, é frequentemente esquecida, até porque o tratamento hidrológico era já na década de 1930 subestimado relativamente à frequência, e à suposta terapêutica, balnear das praias. Encontramos, assim, um registo de 158 aquistas em 1938, 151 no ano seguinte e 129 em 1940. A classificação das águas realizada em 1940 referia que as águas eram mesotermais, cloretadas e carbonatadas, muito radioactivas pelo radon.

 

Estabelecimento Termal na década de 1930.

 

Apesar deste declínio de frequência balnear, a Sociedade de Propaganda da Costa do Sol descrevia desta forma a estância termal, no início dos anos trinta:

 

   "A Costa do Sol possui também uma importante estância hidrológica-mineral: Estoril-Termas, com uma nascente de água minero-medicinal, termal, hipersalina, cloretada, sódica, magnesiana, sulfatada e bicarbonatada, cálcica e litínica, conforme classificação e análise oficial do Prof. Charles Lepierre.

   A Sociedade Estoril-Plage concessionária da nascente, fez construir junto à mesma, ao centro dum parque de estilo inglês, um magnífico balneário moderno, aberto todo o ano, sob a direcção de distintos médicos, para o aproveitamento terapêutico da nascente termal.

   O estabelecimento elegante, grandioso e confortável é dos mais importantes do país. Está dotado com as instalações mais modernas de uso terapêutico para aplicação de Calor, Luz, Electricidade, maçagem, gimnástica, etc., slientando-se entre elas como modelar a de Mecanoterapia.

   Neste Balneário tem-se obtido curas de reumatismo, de gôta, de circulação de sangue; doenças de senhoras, do aparelho gastro-intestinal, nevralgias, sciáticas, linfatismo; raquitismo infantil e doenças do aparelho circulatório, pelos banhos carbo-gasosos, idênticos ás de Royat e da Bad Nanheim."

  

 

Contracapa da revista Panorama, número 27, (sem indicação de mês) 1946.

 

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Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Termas e Águas Medicinais - Pedras Salgadas

Bilhete postal circulado em Agosto de 1914.

 

   O alvará de concessão de exploração destas águas foi concedido em 25 de Outubro de 1893, tendo a sua titularidade transitado para a empresa Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas por despacho de 29 de Setembro de 1924. Uma nova portaria, de 19 de Abril de 1937, concedeu à empresa uma área superior a 100 hectares para exploração das nascentes D. Fernando, Grande Alcalina, Pedras Salgadas, Penedo e Preciosa.

 

Bilhete postal do início do século XX.

 

   Em 1940, as águas foram classificadas como carbonatadas sódicas, carbogasosas e muito radioactivas pelo radon. Nessa altura,  sua indicação terapêutica incluía as doenças de nutrição, as doenças gastro-intestinais e as doenças hepáticas.

 

Bilhete postal circulado em Agosto de 1915.

 

   A frequência balnear cifrou-se nos 1.756 aquistas em 1938, 1.595 no ano seguinte e 1.430 em 1940. Nesses anos, a captação de água correspondeu, respectivamente, a 2.133.249 litros, 2.109.836 litros e 2.182.524 litros.

 

Bilhete postal circulado em Setembro de 1933.

 

   A exportação de águas engarrafadas, em 1940, foi de 497 litros para o estrangeiro, 3.442 litros para as ilhas e 47.805 litros para as colónias. Os restantes 2.130.780 litros foram distribuídos no continente.

 

Bilhete postal circulado em Julho de 1907.

 

   Actualmente, a concessão de exploração Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas pertence ao grupo Unicer (http://www.unicer.pt/), o qual está a desenvolver um projecto de revitalização das estâncias termais das Pedras Salgadas e de Vidago (http://www.aquanattur.com/), incluindo intervenções arquitectónicas do consagrado arquitecto Siza Vieira (n. 1933). O grupo tem investido particularmente na promoção da água das Pedras Salgadas e, em menor escala, na água de Vidago, não havendo notícia de um possível reaparecimento da marca Salus (http://www.pedrassalgadas.pt/).

 

 

Contracapa da revista Panorama, número 2, III série, Junho de 1956.

 

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Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Termas e Águas Medicinais - Monfortinho

Bilhete postal editado na década de 1940.

 

   Por alvará de 20 de Dezembro de 1900 a Companhia das Águas da Fonte Santa de Monfortinho tornou-se a concessionária de exploração destas águas, passando a ter uma área reservada superior  a 50 hectares através de uma portaria de 3 de Junho de 1922.

   O primeiro balneário construído propositadamente para uma exploração completa das termas foi parcialmente inaugurado em 1940, tendo como director clínico José Gardette Martins. A frequência de aquistas foi de 567 em 1938, 901 no ano seguinte e 1.461 em 1940.

   Estas águas foram classificadas como hipossalinas e muito radioctivas pelo radon, de acordo com a lista de análise oficiais  de 1940 da Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos, estando recomendadas para as doenças de pele. Nesse ano, as termas foram também frequentadas por aquistas que padeciam de doenças gastro-intestinais, do fígado e de nutrição.

 

Bilhete postal circulado de Monfortinho para Sacavém em Maio de 1952.

 

Copo termal graduado, com formato Art Déco, inscrito com a legenda

TERMAS MONFORTINHO. Década de 1940.

 

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Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Termas e Águas Medicinais - Mouchão da Póvoa

Bilhete postal com texto a lápis, datado de Setembro de 1913.

 

As águas do Mouchão da Póvoa, no concelho de Vila Franca de Xira, foram concessionadas à Sociedade do Mouchão da Póvoa por alvará de 1 de Novembro de 1910. De natureza cloretada sódica, foram sempre exploradas como águas de mesa tendo-se registado uma captação de 1.313 litros em 1938, 1.119 litros no ano seguinte e 942 litros no ano de 1940.

 

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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Termas e Águas Medicinais - Caramulo

 

   A Sociedade do Caramulo constituíu-se em 4 de Dezembro de 1920, tendo efectuado até 1982 seis emissões de títulos – a de 1920 com escritura notarial em Coimbra, e todas as outras (1930, 1939, 1969, 1974 e 1982) com escritura em Tondela. Conhecem-se títulos de uma, cinco, dez, cinquenta e cem acções.

 

 

   O capital da empresa foi evoluindo dos iniciais 500.000$00 (quinhentos mil escudos) para 1.000.000$00 (um milhão de escudos) em 1930, 1.500.000$00 em 1939, 3.000.000$00 em 1969, 3.100.000$00 em 1974 e 15.500.000$00 em 1982. 

 

 

   As águas do Caramulo, classificadas como hipossalinas e ferruginosas pela Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos em 1940, têm sido sempre exploradas como águas de mesa. Embora a constituição da sociedade apenas tenha ocorrido em 1920, existia já um alvará de 1908, recuperado por novo alvará de Novembro de 1932.

   As declarações oficiais de captação de água registaram 118,8 litros em 1938, 72 litros no ano seguinte e 122,56 litros em 1940.

 

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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Curiosidades - Águas de Vidago

 

Contracapas da revista do SNI, Panorama, de Dezembro de 1956 (acima) e Dezembro de 1958 (abaixo). Design de artista não identificado.

 

 

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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Termas e Águas Medicinais - Vidago Salus

2 - Vidago - Hotel Salus, edição da mercearia de António Fraga, Vidago.

Cliché de Fotografia Alves - Chaves. Década de 1920.

 

   O Hotel Salus, mais tarde Hotel do Golf, foi o segundo grande edifício hoteleiro a ser construído em Vidago no início do século XX, uma década após o Palace Hotel. Financiado pelo empresário Pereira Bastos, foi inaugurado no verão de 1918, tendo como gerente Gonçalves Saldanha. 

 

Portugal – VIDAGO – Hotel do Golf, edição de Augusto Rodrigues, Vidago.

Cliché de Fotografia Alves - Chaves. Circulado em Setembro de 1942.

 

   Acreditando no charme desta estância, Pereira Bastos promoveu nas oficinas da ourivesaria da Guia a elaboração de uma baixela de prata, monogramada, com cerca de 1200 peças, para uso dos hóspedes do hotel. (Algumas dessas peças encontram-se reproduzidas abaixo.) No final da década de 1930 o hotel já se denominava Hotel do Golf. Nessa altura renovou-se a sala de jantar, construindo-se uma pérgola adjacente, e estabeleceu-se uma copa

 

      

 

   Em 1940 a Direcção de Minas e Serviços Geológicos classificou as águas de Salus como carbonatadas sódicas, carbogasosas e pouca radioactivas pelo radon, sublinhando os relatórios oficiais a acção benéfica que as águas exerciam sobre os diabéticos.

 

Fonte Salus - VIDAGO. A mais rica das aguas alcalinas, edição da empresa Salus.

Circulado em Setembro de 1915. (Notem-se os edifícios inacabados.)

 

   A concessão de exploração destas águas foi efectuada a 13 de Abril de 1912, tendo a Companhia Portuguesa de Águas Salus (Vidago) recebido o alvará de transmissão em 30 de Junho de 1925.

 

1 - Vidago - Fonto Salus, edição da mercearia de António Fraga, Vidago.

Cliché de Fotografia Alves - Chaves. Década de 1920.

 

   No final da década de 1930, a frequência da fonte Salus, com fins terapêuticos,  foi extremamente reduzida, registando-se apenas 124 aquistas em 1938, 111 no ano seguinte e 153 no ano de 1940. Note-se que, nesses mesmos anos, a fonte Vidago registou sempre frequência largamente superior aos mil aquistas.

  

Imagem de celulóide com movimento, produzida em Berlim na década de 1920.

 

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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Termas e Águas Medicinais - Vidago

Vidago Palace Hotel (Portugal). Bilhete postal circulado em Agosto de 1913.

 

   Estância termal privilegiada por diversos membros da família real, Vidago teve um período áureo entre o final do século XIX e a década de 1930. No início do século XX a localidade apenas contava com um hotel digno dessa classificação, o Grande Hotel de Vidago, o qual já tinha alojado o rei D. Fernando (1819-1885) e seu filho o rei D. Luís (1838-1889). Nas décadas seguintes passou a oferecer alojamento em edifícios de maiores dimensões, como o Vidago Palace Hotel, o Hotel Avenida e o Hotel Salus (mais tarde, Hotel do Golf).

   As águas de Vidago foram classificadas como carbonatadas sódicas, carbo gasosas e muito radioactivas pelo radon, segundo a Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos (1940), estando indicadas na terapêutica das doenças gastro-intestinais e da nutrição. Na região existem ainda várias outras fontes, sendo as de Campilho e Salus as mais conhecidas. 

(Consultar mais alguns pormenores sobre a história  das termas e das suas concessões em http://chavesantiga.blogs.sapo.pt/128636.html)

 

Vidago Palace Hotel, Uma vista do lago. Bilhete postal circulado em Agosto de 1913.

 

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Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Termas e Águas Medicinais - Arsenal de Lisboa

 

   A Companhia das Águas Medicinais do Arsenal foi constituída por escritura pública de 28 de Novembro de 1907, publicada em Diário do Governo de 9 de Dezembro do mesmo ano. A escritura original foi alterada por escrituras de 3 e 7 de Dezembro de 1920, publicadas a 7 e 14 de Janeiro de 1921. A alteração de estatutos aumentou o capital social original de 100.000$000 de reis (cem milhões de reis, quantia nominal equivalente a 100.000$00) para 400.000$00 escudos.

   A Companhia começou a pagar dividendos de acções em 1909, havendo registos de pagamentos efectuados ainda em 1968. Conhecem-se títulos de uma, cinco e dez acções, existindo provavelmente outros.

   O edifício ilustrado nas acções corresponde ao edifício dos Banhos de S. Paulo, mandado construir em 1850 pela Misericórdia de Lisboa, para uso da população da cidade. Este veio substituir anteriores construções precárias, erigidas após a descoberta de águas medicinais no local, em 1829. O edifício foi concluído em 1863, segundo projecto de Pedro José Pezarat (1801-1872). Submetido entre 1991 e 1994 a um projecto de recuperação, restauro e reconstrução (ver http://mega.ist.utl.pt/~jvds/segunda.html#1) da autoria de Manuel Graça Dias (n. 1953) e Egas José Vieira (n. 1962), o edifício alberga actualmente a sede da Ordem dos Arquitectos (http://arquitectos.pt/).

   As águas do Arsenal do Alfeite de Lisboa foram classificadas como sulfúreas neutras, pelo Instituto de Hidrologia de Lisboa, pertencendo ao mesmo grupo das águas das Caldas da Rainha e do Mouchão da Póvoa .

 

 

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