Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

José Malhoa

José Malhoa (1855-1933), Rainha D. Leonor (1926)

© Museu de José Malhoa, Caldas da Rainha, Portugal

 

   Contemporâneo de Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929) e tal como ele pintor figurativista, José Malhoa (1855-1933) distancia-se de Columbano nas temáticas, na paleta e na envolvência das cenas retratadas.

   Enquanto Columbano é o pintor dos interiores e das sombras, seguindo uma lição de mestres do século XVII e do início do século XIX, Malhoa opta pelo exterior e pela luminosidade, inserindo-se no Naturalismo e seguindo a herança dos Pré-Rafaelitas, dos Impressionistas e dos Pós-Impressionistas no tratamento da luz e da cor.

    Enquanto Columbano retrata uma burguesia, passe o pleonasmo, urbana, e tende a fazer retratos do mundo intelectual, Malhoa, sem deixar de retratar a burguesia e os intelectuais, reflecte largamente a vivência do mundo rural. Os fundos escuros, acastanhados, absorventes, intimistas, de Columbano, cedem lugar aos primeiros planos explosivos e multicoloridos, salpicados de amarelos, alaranjados e vermelhos, de Malhoa.

   A obra de Malhoa encontra-se espalhada por várias colecções públicas e privadas, mas um conjunto particularmente alargado e consistente da sua produção pode ser observado no Museu de José Malhoa, nas Caldas da Rainha (http://www.ipmuseus.pt/pt/museus/M24346/TA.aspx e http://www.rpmuseus-pt.org/Pt/cont/fichas/museu_45.html). 

   Quem tiver particular interesse na vida e obra de Malhoa poderá ainda visitar a actual  Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves (http://193.41.115.20/), em Lisboa, um edifício de 1904-05 (Prémio Valmor 1905)  projectado pelo arquitecto Norte Júnior (1878-1962) sob encomenda expressa de Malhoa, que o utilizou como casa de habitação e atelier.

 

José Malhoa (1855-1933), Milho ao Sol (1927)

© Museu de Grão Vasco, Viseu, Portugal

 

© Blog da Rua Nove

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O Labirinto do Fauno

Ilustração (1999) de Maureen Walton

 

"... para aqueles que querem ver..."

"Visível para espíritos de natureza semelhante", citação adaptada do Livro dos Mortos do Tibete.

 

(Maureen Walton: http://www.maureenwalton.com/index.htm)

(El Laberinto del Fauno: http://www.imdb.com/title/tt0457430/)

 

© Blog da Rua Nove

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Domingo, 13 de Maio de 2007

No Comments - Faith and Religion

 

José Malhoa (1855-1933), As Promessas, Estudo (1927)

© Museu José Malhoa, Caldas da Rainha, Portugal

publicado por blogdaruanove às 19:54
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No Comments - Faith and Religion

 

José Malhoa (1855-1933), As Promessas (1933)

© Museu José Malhoa, Caldas da Rainha, Portugal

publicado por blogdaruanove às 13:00
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Sábado, 12 de Maio de 2007

No Comments - Faith and Religion

 

Ilya Repin (1844-1930)

Krestny Khod, Kursk Gubernia (Religious Procession in Kursk, 1880-83)

© The State Tretyakov Gallery, Moscow, Russia

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Terça-feira, 8 de Maio de 2007

Des Fleurs Pour Ma Soeur

 

Ema Berta (n. 1944)

Sem Título (1982), detalhe, técnica mista sobre papel

 

© Blog da Rua Nove

 

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Domingo, 8 de Abril de 2007

Sem Comentários - José Malhoa

 

José Malhoa (1855-1933)

Praia das Maçãs (1918)

 

© Museu do Chiado, Lisboa

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Sábado, 7 de Abril de 2007

Sem Comentários - José Malhoa

 

José Malhoa (1855-1933)

Clara (1918)

 

© Museu do Chiado, Lisboa

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Quinta-feira, 29 de Março de 2007

Japonisme

Vincent van Gogh (1853-1890), Retrato de Julien "Père" Tanguy (1887-88)

© Colecção Particular

 

    O retrato do escritor Abel Botelho (1854-1917) que o pintor António Ramalho (1858-1916) meticulosa e simbolicamente efectuou em 1889 (http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/2007/03/25/) traduz uma das tendências da época, o Japonisme, que sucedeu a uma longa tradição ocidental de gosto pela chinoiserie.

   Embora os portugueses tenham chegado ao Japão em 1543, o gosto português e europeu manteve-se influenciado durante alguns séculos pelas importações da China, facto a que não terá sido alheia a lei japonesa de 1614, que proibiu o culto cristão no território, e a decisão de encerrar o Japão aos ocidentais a partir de 1639. Excepcionalmente, esta lei permitiu a manutenção de um pequeno entreposto comercial holandês no sul do arquipélago. 

   Só em 1853 o Japão alterou esta posição, com a chegada ao país de uma armada americana comandada pelo comodoro M. C. Perry (1794-1858) que forçou o restabelecimento sem limites das relações comerciais com o Ocidente.  

   As exposições universais serviram então de veículo transmissor do gosto pela cultura japonesa, particularmente a partir da exposição de Paris de 1867, mas também nas subsequentes exposições de 1878 e 1889. 

   Os pintores impressionistas e pós-impressionistas reflectiram muito desse fascínio pelo Japão. Vincent van Gogh (1853-1890) evidenciou essa influência em várias das suas obras, particularmente no retrato ilustrado. (Ver outras obras no site do museu Van Gogh: http://www3.vangoghmuseum.nl/vgm/index.jsp?lang=nl.) Nas artes decorativas, a Arte Nova recebeu muita da sua inspiração deste gosto. Também influentes arquitectos, como Frank Lloyd Wright (1867-1959), se deixaram cativar pelo fascínio do Japonisme.

   O ambiente que rodeia Abel Botelho retrata perfeitamente o gosto da época: um prato com decoração imari, à direita do observador, uma bijin (beleza) à esquerda e o próprio escritor envergando um kimono.

   Na literatura portuguesa, Wenceslau de Moraes (1854-1929) levou esse gosto pelo Japonisme ao extremo. Tendo assumido funções diplomáticas no Japão em 1899, aí permaneceu após a jubilação, em 1913, continuando a escrever obsessivamente sobre o país e as suas tradições.

   Durante o século XX, as movimentações políticas na Europa conduziram ainda a breves e inesperadas alianças militares e culturais, como aquela que se documenta no cartaz italiano de 1942.

  

Cartaz reproduzido em Yamato, Mensile Italo-Giaponnese, 1, ano III, Janeiro de 1943.

 

© Blog da Rua Nove

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Domingo, 25 de Março de 2007

Sem Comentários - António Ramalho

 

António Ramalho (1858-1916)

Retrato do Escritor Abel Botelho [1854-1917] (1889)

 

[Sobre a controvérsia da data de nascimento de Abel Botelho, consultar: http://arslusa.blogspot.com/2005/07/abel-botelho-um-assento-de-baptismo.html]

 

© Museu do Chiado, Lisboa

publicado por blogdaruanove às 15:36
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