Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Literatura Colonial Portuguesa

Ilustração de José de Moura (datas desconhecidas).

 

Eduardo Metzner Leone (1914-1987), Na Terra do Café (1946). 

   Metzner Leone escreveu durante as décadas de 40 e 50  várias obras de ficção e teatro, tendo posteriormente enveredado por obras de fundo histórico e ensaístico e obras de investigação jornalística. Nesta última qualidade, é apontado como alguém que possuía informações preciosas sobre o mistério que, em 1971, durante a guerra colonial, envolveu o navio Angoche nas águas de Moçambique. Assinale-se que o autor colaborou também como guionista no filme Encontro com a Morte (1965), de Arthur Duarte (1895-1982), um filme proibido em Portugal, na época (http://www.imdb.com/title/tt0259295/).

   O romance Na Terra do Café, cujo espaço de acção decorre na região de Gabela, no centro oeste de Angola, onde se encontravam os extensos cafezais de Amboim, traça-nos o perfil de um jovem colono nomeado pela primeira vez como feitor de uma roça, que acaba por ser vítima da sua própria inexperiência, da sua inconstância amorosa e dos seus preconceitos raciais.

   O envolvimento do feitor com a fula Uamba, o seu relacionamento tenso com alguns administradores da companhia e a descoberta de um mundo que lhe era totalmente estranho surgem como núcleo da estrutura narrativa. Uma narrativa complementada com a descrição, interessante e verosímil, daquele que seria o quotidiano de uma roça de café na época.

   Uma obra de leitura fácil e atraente, com um enredo que envolve o leitor e o deixa em suspense, sobre o futuro do protagonista, até à última dezena de páginas.

 

 

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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Documentos - Conhecimento de Embarque de 1893

 

  Conhecimento de embarque de mercadorias no vapor Ambaca, ancorado no porto de Novo Redondo, com destino a São Tomé. Documento datado de 11 de Março de 1893.

   A carga despachada por Ferreira Marques & Fonseca para Ricardo Spengler constava de 20 sacos de fubá, com um peso bruto de 1.438 quilos, e 10 sacos de feijão, com um peso bruto de 832 quilos.

 

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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

Documentos - Conhecimento de Embarque de 1892

 

  Conhecimento de embarque de mercadorias no vapor S. Thomé, ancorado no porto de Novo Redondo, com destino a São Tomé. Documento datado de 16 de Janeiro de 1892.

   A carga despachada por José Alexandre da Costa para Ricardo Spengler constava de 30 sacos com mantimentos.

 

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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007

Documentos - Conhecimento de Embarque de 1888

 

Conhecimento de embarque de mercadorias no vapor Angola, ancorado no porto de Novo Redondo, com destino a São Tomé. Documento datado de 10 de Julho de 1888.

   A carga despachada por Guimarães & Irmão para R. Spengler constava de 20 sacos com feijão; 20 sacos com fubá e 2 pipas com aguardente.

 

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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

Aspectos do Comércio entre Angola e S. Tomé e Príncipe

Mapa de S. Tomé e Príncipe publicado em 1955.

 

   Os 23 conhecimentos de embarque da Empresa Nacional de Navegação consultados, referentes ao período entre 1885 e 1905, incluem 12 documentos de exportação de Angola para S. Tomé – 1 de Porto Alexandre [Tombua], 6 de Moçâmedes [Namibe], 1 de Benguela e 4 de Novo Redondo [Sumbe].

   As exportações de Angola eram constituídas pelo seguinte – de Porto Alexandre, peixe seco; de Moçâmedes, bois, peixe (sem indicação de qualquer tratamento) e peixe seco; de Benguela, carne, fubá e tabaco; e de Novo Redondo, aguardente, feijão, fubá e mantimentos não especificados.

   As exportações de Porto Alexandre foram efectuadas pela Companhia de Moçâmedes; as de Moçâmedes por Manuel José Alves Bastos, posteriormente (pelo menos a partir de 1897), pela Viúva Bastos & Filhos, e por Torres & Irmão; as de Benguela por Francisco José Freitas; e as de Novo Redondo por Alexandre da Costa, Guimarães & Irmão, e Ferreira Marques e Fonseca.

   Em S. Tomé, os destinatários da mercadoria eram C. Palanque (peixe seco de Moçâmedes), Mateus de Bono Paula, administrador da Roça Monte Café (peixe seco de Porto Alexandre e peixe de Moçâmedes), Ricardo Spengler, e Joaquim Seixas (peixe de Moçâmedes).

   Até 10 de Julho de 1888, o imposto de selo pago na alfândega de S. Tomé, para produtos vindos de Angola, era de 60 reis, estando documentado um aumento para 80 reis a partir de 16 de Janeiro de1892.

 

Ilha do Príncipe - Roça Esperança: A ida para um pic-nic. Postal circulado em Fevereiro de 1922.

 

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