Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Postais Antigos de Portugal - Sintra

 

PALACIO REAL DA PENA   SINTRA – PORTUGAL

Bilhete postal circulado em Dezembro de 1901, de Lisboa, Portugal, para Genebra, Suíça.

Edição da Tabacaria Costa, 295, Rua do Ouro [Lisboa].

 

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Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Postais Antigos de Portugal - Sabuga

 

SABUGA – CINTRA – PORTUGAL

Bilhete postal circulado de Lisboa, Portugal para Chalkes, Grécia, em Março de 1901.

Edição da Tabacaria Costa, Rua do Ouro, 295 – Lisboa.

 

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Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

Arquivo de Escultura - Sintra

 

Detalhe da escultura Aluda-Etésias, de Moisés [Preto Paulo] (n. 1963).

 

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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007

Arquivo de Escultura - Sintra

 

Colunas, conjunto escultural de Rogério Timóteo (n. 1967).

 

 

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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007

Curiosidades - Santa Eufémia

 

"CAPELLA DE Sta. EUPHEMIA, REAL PARQUE DA PENA, CINTRA", "RECORDAÇÃO DA FESTA A Sta. EUPHEMIA".

Medalha, e pulseira, de prata, do século XIX, produzida por A MASCOTTE, Lisboa.

 

 

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Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

A Tale of Two Palaces

O Palácio da Pena visto do Palácio da Regaleira, em Sintra

 

   O oriente era o centro daquele mundo. Um centro ctónico e vertical que perfurava as rochas, que percorria as grutas, que irrompia das profundidades. Congregava as águas e a terra. O que estava em cima era igual ao que estava em baixo. Os pedreiros estavam cansados, pensando que a tarefa nunca teria fim. No entanto, continuavam. "Truca, truca." O palácio crescia defronte de outro palácio. Pareciam diferentes, mas o que estava em baixo era igual ao que estava em cima. "Truca, truca, truca, truca." A água corria por entre árvores, arbustos e flores. As plantas abraçavam as esculturas dos jardins. As paredes iam crescendo. "Truca, truca." O monte parecia imenso, imutável, eterno. Mesmo quando o sol cedia perante a lua. Dia após dia, noite após noite. A tarefa parecia também eterna. Os pedreiros não paravam e o seu amor pela pedra parecia não ter fim. "Truca, truca, truca, truca." Uma poeira fina soltava-se da pedra, flutuando no ar. Um súbito raio de sol fez a poeira rebrilhar. Os pedreiros pararam, extasiados. A eternidade tranformou-se num momento. E assegura Luís Vaz que, naquele momento, o amador se transformou na coisa amada.

 

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Detalhes

Detalhes do Palácio da Regaleira, em Sintra.

 

   "Álvaro Góis,

    Rui Mamede,

    filhos de António Brandão,

    pedreiros de profissão,

    de sombrias cataduras

    como bisontes lendários,

    modelam ternas figuras

    na brutidão dos calcários."

    (...)

   "Fixando a pedra, mirando-a,

    quanto mais o olhar se educa,

    mais se entende o truca... truca...

    que enche a nave, transbordando-a,

    truca, truca, truca, truca,

    truca, truca, truca, truca."

 

   Excerto do Poema de Pedra Lioz, de António Gedeão

   (pseudónimo de Rómulo de Carvalho, 1906-1997)

 

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Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

Dia Internacional dos Museus

 

   Dia 18 de Maio é o Dia Internacional dos Museus. A entrada em todos os museus nacionais é gratuita e muitos espaços oferecem a possibilidade de efectuar visitas nocturnas. Sugere-se a visita a um espaço que não é um museu, o Palácio e a Quinta da Regaleira, em Sintra, mas que merece ser descoberto mesmo que a entrada não seja gratuita.

 

 

 

   Se estiver em Sintra e desejar uma visita gratuita a um museu, entre muitas possíveis, sugere-se uma visita à exposição Art Déco, no Sintra Museu de Arte Moderna, que apresenta uma versão aumentada da colecção Berardo, anteriormente exibida no Museu de Serralves, no Porto. A integração de novas peças de vários museus, dois nacionais e um francês, veio diversificar o espólio exibido e renovar o interesse na exposição.

 

 

 

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Monserrate e o Exotismo Arquitectónico de Oitocentos em Portugal

Palácio Monserrate – Cintra – Portugal. Bilhete postal do início do século XX

 

   Os jardins e o Palácio de Monserrate, propriedade que entrou na posse do Estado Português em 1949, surgem como expoente máximo do exotismo arquitectónico executado em Portugal durante o Romantismo.

   A propriedade, inicialmente arrendada por Gerard Devisme, em finais do século XVIII, foi subsequentemente arrendada a William Beckford (1760-1844) e visitada por Lord Byron (1788-1824), que a descreve no seu longo poema Childe Harold's Pilgrimage (1812-18). (Sobre uma referência a Sintra na correspondência de Byron, ver http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/28505.html.)

   Contudo, foi na segunda metade do século XIX, quando o visconde Francis Cook (1817-1901) adquiriu a propriedade, que esta atingiu o seu apogeu e o palácio ficou com o aspecto actual. Deve-se o projecto deste palácio (1858) ao consagrado arquitecto, editor e autor inglês James Knowles Jr. (1831-1908), tendo-se a sua construção desenrolado entre 1860 e 1863. Anote-se que Knowles Jr. veio a desenhar, na década seguinte, a famosa casa  Aldworth para o célebre escritor Alfred (Lord) Tennyson (1809-1892).

   Os jardins e os lagos foram também objecto de particular atenção e desenho específico, que visou integrar espécies botânicas não-endémicas previamente transplantadas na propriedade.

    

Cintra. Monserrate. Bilhete postal do início do século XX

 

   O traçado do Palácio de Monserrate tem a particularidade de incorporar elementos arquitectónicos frequentemente associados à arquitectura hindú, um aspecto que não é comum na arquitectura do período romântico em Portugal. Com efeito, o ressurgimento do interesse pelo exotismo oriental que, embora de longa data na Europa do sul, se pode fazer recuar, a curto prazo, na Europa central e setentrional, às campanhas napoleónicas no Egipto, exprimiu-se em Portugal por um decorativismo associado à arquitectura muçulmana, numa evidente recuperação de elementos da cultura mudéjar. 

 

PORTO – 7 – PALÁCIO DA BOLSA – SALÃO ÁRABE. Bilhete postal da década de 1950

 

   Surgem, assim, o sumptuoso Salão Árabe do Palácio da Bolsa (iniciado em 1842), no Porto, bem como o impressionante átrio da actual Casa do Alentejo, em Lisboa, que na década de 1920 alojava o famoso Club Monumental. Ainda em Lisboa, é notável a fachada da Casa de Macau, ao Príncipe Real.

 

Casa do Alentejo. Lisboa

 

   Já no final do século XIX, num período em que se começa a verificar um acentuado revivalismo do Manuelino, parcialmente associado às comemorações do quarto centenário da chegada de Vasco da Gama à Índia, surge ainda em Lisboa a monumental Praça de Toiros do Campo Pequeno, projectada por António José Dias da Silva (1848-1912) e inaugurada em1892.

 

Praça de Toiros do Campo Pequeno e escultura da exposição Cow Parade (2006)

 

   No início do século XX as influências orientalizantes desapareceram quase por completo, encontrando-se ainda alguns resquícios destes elementos no edifício do Mercado de Loulé (1908), bem como em outros edifícios privados disseminados por todo o país. Durante a década de 1920, já em pleno período Art Déco, voltam a recuperar-se elementos orientalizantes da cultura egípcia, particularmente nas artes decorativas, devido à descoberta do túmulo de Tutankhamon, em 1922.

 

Palácio de Monserrate

 

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Terça-feira, 20 de Março de 2007

Lord Byron - Uma carta de Portugal

Cork Convent, near Cintra (1840s).

Drawn by C. Stanfield, from a sketch by Capt. Elliot. Engraved by E. Finden.

 

   É bem conhecido o enlevo que o autor inglês Lord Byron (George Gordon Noel, 1788-1824), nutria pela região de Sintra. Os dois versos "...Lo! Cintra's glorious eden intervenes / In variegated maze of mount and glen..." (canto I, estrofe XVIII), do seu extenso poema Childe Harold's Pilgrimage (1812-1818), são frequentemente citados para ilustrar este aspecto. No entanto, o seu desdém pelos portugueses, evidente ao longo das estrofes XIV a XXXIII do mesmo canto e frequentemente referido na sua correspondência, tem sido esquecido, com excepção de algumas diatribes académicas, velhas de muitas décadas.

   A carta que se transcreve documenta eloquentemente os dois aspectos acima referidos - o elogio explícito de Sintra e a crítica  irónica aos portugueses:

 

   [Ao Sr. Hodgson]

                                                                     "Lisboa, 16 de Julho de 1809."

 

   "Até ao momento temos seguido a nossa rota, e visto todo o tipo de panorâmicas maravilhosas, palácios, conventos, &c., - o que, estando para ser contado na próxima obra, Book of Travels, do meu amigo Hobhouse, eu não anteciparei transmitindo-lhe qualquer relato de uma maneira privada e clandestina. Devo apenas observar que a vila de Cintra, na Estremadura, é talvez a mais bela do mundo.

   Sinto-me muito feliz aqui, porque adoro laranjas, e falo um latim macarrónico com os monges, que o compreendem, uma vez que é como o deles, - e frequento a sociedade (com as minhas pistolas de bolso), e nado ao longo do Tejo, e monto em burros ou mulas, e digo palavrões em Português, e sou mordido pelos mosquitos. Mas quê? Aqueles que efectuam digressões não devem esperar conforto.

   Quando os portugueses são pertinazes, eu digo 'Carracho!' - a grande praga dos fidalgos, que muito bem ocupa o lugar de 'Damme!' - e quando fico aborrecido com o meu vizinho declaro-o 'Ambra di merdo' [por 'Homem de merda' ?]. Com estas duas frases, e uma terceira, 'Avra bouro' [por 'Arre burro' ?], que significa 'Get an ass' ['Arranja um burro' ...!?!, obviamente uma tradução incorrecta.], sou universalmente reconhecido como pessoa de categoria e mestre em línguas. Quão alegremente vivemos sendo viajantes! - se tivermos comida e vestuário. Mas, em sóbria tristeza, qualquer coisa é melhor do que Inglaterra e eu estou infinitamente divertido com a minha peregrinação, até ao momento.

    Amanhã começaremos a percorrer cerca de 400 milhas até Gibraltar, onde embarcaremos para Melita [por 'Melilla' ?] e Bizâncio. Uma carta para Malta aí me encontrará, ou será reexpedida caso eu esteja ausente. Rogo-te que abraces o Drury e o Dwyer, e todos os Efésios que encontres. Escrevo com o lápis que me foi dado pelo Butler, o que torna o mau estado da minha [escrita?] mão ainda pior. Perdoa a ilegibilidade.

   Hodgson! Envia-me as novidades, e as mortes e as derrotas e crimes capitais e as desgraças dos amigos; e dá-nos conta das questões literárias, e das controvérsias e das críticas. Tudo isto será agradável - 'Suave mari magno, &c.'. A propósito, tenho andado enjoado e farto do mar. Adieu."

 

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