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29
Jun07

Macau, 1936 (VII)

blogdaruanove

 

   Ele voltara às leituras. Um mundo de sonho, só seu, onde era personagem de histórias que outros tinham sugerido. Lia agora um conjunto de pequenos textos sobre Macau, a China e o velho Wenceslau, publicado três anos antes. Demorou-se na leitura de uma página em particular... "O ópio de Macau tem fama, é muito apreciado, havendo um técnico especialmente encarregado de prová-lo antes de sair da fábrica. A operação de fumar o ópio é muito mais complicada do que a de fumar tabaco, pois que além de um cachimbo especial, requer ainda vários utensílios entre os quais figura a indispensável lamparina do ópio." Sorriu, imaginando o estado do técnico provador... Imaginou-se provador, imaginando Boubouka como preciosa gota leitosa de afyan... Caíu em si. Haviam-se passado semanas. Tinha que resolver a questão da sua passagem para Macau.

   Não se apercebera que tinham passado tantas semanas. Em breve, o Sibajak efectuaria nova viagem para o sudeste asiático. Não hesitou. Desistiu da passagem aérea. Revalidou a passagem no navio. Disse a Boubouka que partiria em breve. A resposta dela foi o mais triste dos sorrisos que ele havia visto. Ao fim da tarde, Boubouka desistiu de se conter. Era um olhar sussurrante, o seu. "Não me deixes..." pediu ela, sem quase mover os lábios. Ele olhou-a, como se nunca tivesse olhado para ela.  O espaço entre aqueles olhares era uma tristeza imensa. "Nunca te deixarei", prometeu ele. Tremia, quando o disse. Tremiam os dois quando se abraçaram.

   Ele compreendera que nunca mais amaria ninguém como amava Boubouka. Os dias tornaram-se numa longa e insuportável angústia. As noites passaram a ser contínuos pesadelos, em que um monstruoso Sibajak o engolia a ele, Jonas.

 

 

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