Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Blog da Rua Nove

Blog da Rua Nove

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2011
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2010
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2009
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2008
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2007
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
26
Set07

Autógrafos - César dos Santos

blogdaruanove

 

César dos Santos (1907-1974), Neblina (1956).

Ilustração para a capa de Manuel Ribeiro de Pavia (1907-1957).

 

 

César dos Santos (1907-1974).

   Jornalista, ensaísta e ficcionista, César dos Santos escreveu várias crónicas e reportagens sobre Lisboa. A sua atenção recaíu também sobre o Oriente e o Japão, sendo autor de O Japão na História, na Literatura e na Lenda (1943), O Japão Através da sua Literatura (1945) e Viagens Maravilhosas às "Terrras do Céu" (1949).

   Durante a década de 1950, tal como acontece em Neblina, ainda anunciou a entrada no prelo de um conjunto de manuscritos intitulados Homens que Trocaram a Alma: I – Lafcadio Hearn; II – Venceslau de Morais (3 vols.), mas não existe registo da sua efectiva publicação.

   Do seu livro de contos Neblina, transcreve-se um parágrafo de 'Sol Escondido':

 

   "Era bem o farrapo de uma vida ao sabor do acaso, uma mulher que ainda não dobrara a curva para a vertente, mas em plena decadência. Flexível, quase aérea, de linhas correctas, formas delicadas, que teriam sido perfeitas antes de maceradas e poluídas pelos dominadores brutais, pelas sofreguidões e os sádicos apetites de embarcadiços exasperados na solidão errante, acirrados pela bebida, era de uma beleza triste, meiga e atraente, ao mesmo tempo submissa e perversa. Sob a aparência dolorida, de desconsolo, de lamentável abandono, de insensibilidade, o que quer que fosse de indizível e imperiosa atracção sexual, como o fremir da sensualidadae doentia, da languidez mórbida dos temperamentos voluptuários, ardentes, impulsivos, de excessiva temperamentalidade, transmitia uma forte e acaroçoadora sedução amorosa, apesar do estigma do vício, do grotesco do traje, do canalhismo adquirido no contacto com a fauna depravada e o meio degradante. Mas os olhos, insondáveis profundidades de mistério de onde poderia irromper o vulcão das paixões violentas e trágicas, tinham uma expressão de magoada doçura que enternecia; e na transparência desses oceanos de angústia e lágrimas represadas havia candura, delicadeza, o poético enlevo das almas femininas, emotivas, gentis e sonhadoras." 

 

© Blog da Rua Nove

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2011
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2010
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2009
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2008
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2007
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D