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Blog da Rua Nove

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09
Fev07

Penedo

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   Algumas dezenas de casas descendo a encosta, perpendiculares ao rio. Umas pessoas conversando lenta e demoradamente na sua margem. Outras, apressadamente atarefadas nas lides do mercado. As restantes ruas, desertas. Casas de porta aberta, as donas nas traseiras, à sombra, apanhando fresco. Fachadas meticulosamente debruadas, a verde-esmeralda, a verde-água, a azul-turquesa. A alegria de duas crianças enchendo todas as ruas vazias. E Sergipe logo ali, do outro lado do rio, já sem piranhas. Eis Penedo.

 

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09
Fev07

In Memoriam

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Photo © Kevin Winter AFP/Getty Images

 

In memoriam of yet another Marilyn Monroe would-be: Vickie Lynn Hogan (1967-2007), just another Norma Jean.

09
Fev07

Não Digamos Adeus

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Tigre, um animal em vias de extinção.

Desde o início do século XX, a população desta espécie sofreu um declínio superior a  95%.

Actualmente, poderão não existir mais de 5.000 tigres em todo o mundo.

08
Fev07

O Velho Chico

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   Vê-se a madeira à entrada, espreita-se pela porta escancarada, descobre-se a rede de descanso. Ouve-se um "ôpa!" e sabe-se que está em casa. Como não quer parecer madraço, vem logo trabalhar o cedro para a soleira, junto das outras carantonhas. Sucedem-se então histórias sobre a vida nas grandes cidades e a meninice nas margens do rio. Que antigamente tinha piranhas aos milhares "e não eram dessas que se vêem nas ruas do Rio e de S. Paulo, não...", vai gracejando com um sorriso malicioso. "Pegava num gato, deitava ele no rio e as piranhas vinham assim, ô, às dezenas, presas na sua pele. Que não há melhor do que pele de gato para apanhar piranha! Mas o rio já não é o mesmo e já não aparece piranha..." É. Todos dizem que o rio já não é o mesmo. Vindo do sul, passa centenas de sítios e vilas e cidades, até chegar ali, a Penedo. Mas Penedo também já não é o que era e o velho S. Francisco só continua a ser o rio que era na memória de alguns. Como este índio de Alagoas. Saravá, Vieira, índio de Alagoas, terror dos gatos de Penedo! Guardião de memórias, para quem o sol do meio-dia sempre aparece a norte! Saravá...

 

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08
Fev07

José Rodrigues Miguéis

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A obra de José Rodrigues Miguéis (1901-1980) representa um caso particularmente interessante na literatura portuguesa do século XX, essencialmente devido à conjugação de três factores - uma longa expatriação do autor, uma utilização insistente de inúmeros espaços ficcionais localizados no estrangeiro (diversidade espacial que, na primeira metade do século, talvez apenas encontre paralelo na obra de Manuel Teixeira Gomes [1860-1941] ou de Joaquim Paço d’Arcos [1908-1979]) e uma contínua reflexão sobre a sua própria produção literária, aspecto que com frequência assume características de auto-exegese.

 

Os dois primeiros factores não obstaram a que a ficção de Miguéis evidencie uma inequívoca afectividade por Portugal e, particularmente, por Lisboa. Entre muitos outros textos, o conto Saudades para a Dona Genciana e o romance A Escola do Paraíso evocam nostalgicamente a época da infância e da adolescência do autor em Lisboa (coincidente com a I República, 1910–1926), demonstrando que nem a manifesta discordância de Miguéis quanto ao regime Salazarista (eventual causa do seu exílio) alterou essa afectividade pela cidade e pelo país.

 

© Blog da Rua Nove 

07
Fev07

Toru

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Tanya Zaryski

Jarra em Vidro The Orange Vase (2001)

 

   Toru, a little butterfly, had escaped from The Satanic Verses. Caught in a storm, she was taken to the Garden of Life. There, protected by the boughs and leaves of the ashoka tree, she fell in love for its hamadryad. Soon they were just one. Today, the kokila seems to sing a song of sadness. A song about a winged being traped inside an ashoka and longing for freedom...

                                                                                                                 

 

 

 

 

 

 

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07
Fev07

Impressões do Outro Lado

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 Em pleno caroço de Manhattan, dá-me a grata impressãode estar do outro lado. (Queremos sempre estar do “outro lado”...)                                    J. R. Miguéis

 

    Estes carrinhos de supermercado, às vezes, são uma carga de trabalhos. Meta a moeda e tire o carrinho. O pior é quando a moeda fica encravada e o dito não entra nem sai. E uma pessoa fica danada, não pelos dez ou quinze eurocêntimos que vale o quarter, mas porque o material deveria ter sempre razão e desta vez não tem. Danados, somos capazes de estar ali vinte ou trinta minutos a teimar com o carro, como se a moedinha valesse largas centenas de euros.

   Neste momento, é uma velhota morena e envolta num sari que luta para meter o carrinho no lugar e  resgatar a moeda. Vê-me chegar e diz logo: vai precisar dum carro? A minha hesitação embaraçada parece-lhe assentimento e pede: dê-me os 25 cents e fique com este... certamente terá mais jeito para o encaixar do que eu! Creio que não tenho nenhum quarter comigo, vou respondendo, enquanto tento sopesar as toneladas de trocos que trago na carteira. O olhar dela denuncia desânimo, mas logo se alegra quando vê as moedas que lhe mostro. Não faz mal, diz, olhando aliviada para os trocos. Dê-me os vinte e cinco cents em dimes e pennies que eu não me importo. Acedo, contente por me livrar daquele peso todo, enquanto penso: meu Deus, é preciso mesmo muita falta de jeito para não conseguir encaixar uma coisa destas!

   Entro, dirigindo-me para a secção de frutas e legumes. Junto dos frutos tropicais, uma rapariga de feições jamaicanas escolhe papaias. O bâton tornando os lábios ainda mais carnudos quando parece aspirar o aroma da papaia. As narinas dilatadas, lábios e fruto como um só. Na extremidade dos dedos, as unhas, postiças e infinitamente longas. Uma mão de unhas brancas, outra de unhas pretas. Saia-calça larga e blusa justa. Tudo preto. Os sapatos brancos, saltos de uma altura estonteante e uma enorme margarida preta no cimo. Só lhe faltava o tal swatch, aquele das horas brancas e minutos pretos... e no entanto, apesar do aspecto bizarro, garanto que o conjunto funcionava. De tal modo, que me perguntei se teria sido ela a inspirar-se no relógio, ou a Swatch nela...

   Na caixa, o apelo em cartazes gigantescos: Ajude-nos a manter os preços baixos, embale as suas próprias compras! De modo que concluí que os dez cents que levam por cada saco devem ser para manter o equilíbrio ambiental...

   Saio do supermercado, preparando-me para meter o carrinho no lugar. Encaixo-o e tento meter a lingueta para reaver a moeda. Tento... Insisto e volto a insistir. Qual quê! Nada. Desisto e deixo para trás moeda e carro. Alguns metros andados, sinto uma irresistível vontade de me virar, sem saber porquê. Vejo então uma velhota, de aspecto familiar, às voltas com um carrinho... o carrinho que eu tinha deixado, o meu carro! Parecendo não o conseguir encaixar, pedia a alguém que lhe devolvesse o quarter e ficasse com o carro...

 

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