No Comments - Denbac Art Deco Vase

Photo © A. Hoffmann
[after Tamara de Lempicka, Self-Portrait (Tamara in the Green Bugatti), 1925.]
Art Deco Denbac Stoneware Vase, France, 1920s.
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Photo © A. Hoffmann
[after Tamara de Lempicka, Self-Portrait (Tamara in the Green Bugatti), 1925.]
Art Deco Denbac Stoneware Vase, France, 1920s.

Photo © A. Hoffmann
Art Deco Denbac Stoneware Vase, France, 1920s.

Photo © roddh
Um oásis? Não. O paraíso...
© Blog da Rua Nove

Photo © kburki
Lentamente, a sombra das tamareiras crescendo para si. Criando pequenas linhas que se iam movendo e alongando pela areia. Os sons... Os sons... Os insectos, as cabras, os dromedários. Menta... Cheirava a menta! Por cima da pequena fogueira, vapores quase transparentes cresciam para o céu. Azul. Sem nuvens. O azul do céu. E o verde... O verde das pequenas folhas, dos arbustos, das árvores. E os sons, novamente os sons. Pessoas. Sons que saíam das suas bocas, por entre sorrisos...
© Blog da Rua Nove

Photo © katpix
Luz. Apenas luz. Uma única imagem, sem quaisquer recortes. Um clarão de luz. Doloroso e ensurdecedor. Um fio de água a escorrer-lhe pela comissura dos lábios. Uma carícia húmida que lhe sulcava o pescoço e o peito. E os dedos, aqueles dedos suaves a tocarem-lhe o rosto. Uns dedos longos e frescos. Quase intangíveis, quase de sonho...
© Blog da Rua Nove

http://www.flickr.com/photos/gertmueller/
Photo © cornsilk
Os cabelos longos, soltos e sedosos. Finos. Quase orientais. Emaranhados nos pêlos da sua barba por fazer. Um aroma de mulher. O Cântico dos Cânticos. "Diz-me onde levas as tuas ovelhas a pastar, ó meu amor..." Um sorriso de olhos fechados. "Levanta-te, anda, vem daí, ó meu lírio dos vales..." A boca de lábios entreabertos, lânguidos. Sem saberem beijar.
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Photo © solilos
Memórias, inúmeras, balançando. Para a frente e para trás. ("Vou dar uma volta..." "Uma volta? Por onde?") Por dentro. Volteava tudo, por dentro. Um turbilhão de volteios. Interiores. Uma língua ansiando por água... (...e obtendo apenas um beijo. Um beijo?) Dedos dos pés profundamente enraizados na areia. Braços estendidos, para lado nenhum. A mente repleta de pesadelos. Descoloridos.
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Photo © solilos
Countless memories rocking. Back and fort. ("Going for a spin..." "A spin? Where?") Inside. Everything was spinning inside. A turmoil of inner spins. A tongue longing for water... (...and getting just a kiss. A kiss?) Toes deeply rooted in the sand. Arms stretched towards nowhere. The mind full of colourless nightmares.
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Photo © evil
O espaço entre o deserto e o oásis. Esse era o oásis. Tâmaras no chão, rumor de água. A memória da areia que se esvaía entre os dedos, as mãos quase inertes. O calor insuportável marcando a respiração. As memórias das centenas de descrições do deserto como se fossem apenas isso mesmo. Nada mais existia. Ficção.
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Photo © Viva NOLA
O ar entrava-lhe profundamente pelas narinas dilatadas. Quente. Muito quente. E seco. Os lábios cerrados havia horas. Habituara-se a preservar a humidade da boca. As areias quietas, agora. Um dos seus companheiros, o impaciente inglês, soltara gritos descontrolados, inumanos, logo após o fim da tempestade. Correra centenas de metros pelo desfiladeiro fora, sozinho, de braços abertos, libertando aqueles estranhos uivos. Um aeroplano entre as dunas.
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