Quinta-feira, 7 de Junho de 2007

Curiosidades - Vapores Havenstoombootdienst

 

Capa e contracapa de folheto holandês promovendo o serviço dos vapores Havenstoombootdienst 4 e 5, que efectuavam percurso turístico entre Amesterdão, Marken e Volendam.

Início do século XX. 

 

 

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Quarta-feira, 6 de Junho de 2007

Cromos dos Anos 60 - Citroën

 

Citroën DS 21

Cilindrada: 2175 c. c.

Consumo: 12 l/100 km

Taxa de compressão: 8,75

Potência: 100 Cv. DIN

Velocidade máxima: 175 km/h

Travões: dianteiros, disco; traseiros, tambor

Motor: 4 cilindros em linha

Tracção: dianteira

País: França

 

Servo-direcção e servo-freio. Carburador de corpo duplo.

 

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Paulo-Guilherme

Ilustração para o conto Lenda das Meninas Belas,

in Gentil Marques (n. 1918), Lendas de Portugal (1962).

 

   Para disfarçar toda a ignorância do post anterior, aqui ficam algumas ilustrações de Paulo-Guilherme (d'Eça Leal, n. 1932), de quem se falará em breve. Ilustrador genial e homem dos sete instrumentos, foi autor das capas de A Nau Chatrineta e de A Gata, de Colette (http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/tag/paulo-guilherme), entre muitas outras.

 

Ilustração para o conto Lenda da Porta que se Abra Antes,

in Gentil Marques (n. 1918), Lendas de Portugal (1962).

 

   Presta-se ainda uma homenagem ao seu bisavô, João Francisco Xavier d'Eça Leal (1848-1914).

 

Bilhete postal circulado de Portugal para o Uruguay em 1905.

 

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Autógrafos - Amália Rodrigues

 

Manuel Luís Pombal (Manuel Luís de Carvalho Daün e Lorena,

1908-1971), A Nau Chatrineta (1967)

Capa de Paulo Guilherme (n. 1932)

 

 

   O que está a fazer o autógrafo de Amália da Piedade Rodrigues (1920-1999) neste livro? Ignoro. De quem são os outros autógrafos? Ignoro. O que é uma chatice... Aliás, o livro de Manuel Luís Pombal, jornalista moçambicano, trata disso mesmo – de chatos e de chatices. Transcrevem-se duas breves passagens da sua dissertação sobre o assunto:

 

   "A Mãe do Mundo vive em permanente estado de exaltação, espalhando benesses por todos os cantos, e arrasando os nervos dos que com ela contactam diàriamente. E se se trata de uma intelectual, então temos o caldo entornado para todo o sempre, pois vai buscar origens de natureza social, na visão de um menino que tem ramela nos olhos, ùnicamente porque a mãmã se esqueceu do lenço em casa. Para nós, seus amigos, acabaram as conversas simples, próprias de gente que se assoa, que anda de autocarro e que gosta de ouvir, em noite de grande inspiração, Amália Piedade Rodrigues ao som do pianinho da tristeza dizer, como mais ninguém, letras singelas dos poetas da rua.

   Vai-se a um restaurante, com fome. Nem nos sabem bem as lulas guisadas, porque a Mãe do Mundo, em ritmo de falas de "Pica-Pau", não desenrola o guardanapo, porque tem de indagar sobre o estado de espírito, naquele momento, do criado que nos serve, rubicundo e jovial filho da Galiza, se este se sentirá humilhado por receber uma gorgeta; se terá, lá em Verin, uma noiva à espera; se o patrão o tratará bem; e quantos dias de folga terá ele por semana..."

 

(...)

 

"RUY KNOPFLI

 

   É o antídoto anti-chato em pessoa, este rapaz trintão, e que, de minha conta e sem falar em nome do povo, para o que ninguém me passou procuração, considero dos melhores ensaistas portugueses do seu tempo. Não é maçável. Nem faz cerimónias. Encara o chato, ri-se-lhe na cara, diz-lhe que o acha chato, corta-lhe a inspiração, atordoa-o com remoques... enfim um rosário de predicados que, infortunadamente, não exornam a minha maneira de ser."

 

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Terça-feira, 5 de Junho de 2007

Cromos dos Anos 60 - Citroën

 

Citroën 2 CV Berlina

Cilindrada: 425 c. c.

Consumo: 6 l/100 km

Taxa de compressão: 7,5

Potência: 16,4 Cv DIN

Velocidade máxima: 95 km/h

Travões: 2 cilindros opostos

Tracção: dianteira

País: França

 

Fabricado também em Espanha.

 

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Termas e Águas Medicinais - Vidago Salus

2 - Vidago - Hotel Salus, edição da mercearia de António Fraga, Vidago.

Cliché de Fotografia Alves - Chaves. Década de 1920.

 

   O Hotel Salus, mais tarde Hotel do Golf, foi o segundo grande edifício hoteleiro a ser construído em Vidago no início do século XX, uma década após o Palace Hotel. Financiado pelo empresário Pereira Bastos, foi inaugurado no verão de 1918, tendo como gerente Gonçalves Saldanha. 

 

Portugal – VIDAGO – Hotel do Golf, edição de Augusto Rodrigues, Vidago.

Cliché de Fotografia Alves - Chaves. Circulado em Setembro de 1942.

 

   Acreditando no charme desta estância, Pereira Bastos promoveu nas oficinas da ourivesaria da Guia a elaboração de uma baixela de prata, monogramada, com cerca de 1200 peças, para uso dos hóspedes do hotel. (Algumas dessas peças encontram-se reproduzidas abaixo.) No final da década de 1930 o hotel já se denominava Hotel do Golf. Nessa altura renovou-se a sala de jantar, construindo-se uma pérgola adjacente, e estabeleceu-se uma copa

 

      

 

   Em 1940 a Direcção de Minas e Serviços Geológicos classificou as águas de Salus como carbonatadas sódicas, carbogasosas e pouca radioactivas pelo radon, sublinhando os relatórios oficiais a acção benéfica que as águas exerciam sobre os diabéticos.

 

Fonte Salus - VIDAGO. A mais rica das aguas alcalinas, edição da empresa Salus.

Circulado em Setembro de 1915. (Notem-se os edifícios inacabados.)

 

   A concessão de exploração destas águas foi efectuada a 13 de Abril de 1912, tendo a Companhia Portuguesa de Águas Salus (Vidago) recebido o alvará de transmissão em 30 de Junho de 1925.

 

1 - Vidago - Fonto Salus, edição da mercearia de António Fraga, Vidago.

Cliché de Fotografia Alves - Chaves. Década de 1920.

 

   No final da década de 1930, a frequência da fonte Salus, com fins terapêuticos,  foi extremamente reduzida, registando-se apenas 124 aquistas em 1938, 111 no ano seguinte e 153 no ano de 1940. Note-se que, nesses mesmos anos, a fonte Vidago registou sempre frequência largamente superior aos mil aquistas.

  

Imagem de celulóide com movimento, produzida em Berlim na década de 1920.

 

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Segunda-feira, 4 de Junho de 2007

Postais Antigos de Portugal - Cerva

 

6 – Portugal – Cérva [Concelho de Ribeira de Pena]

Chalet Maria Virgínia

Bilhete postal emitido na década de 1920

Edição de Rocha & Pereira – Cerva

Cliché de Fotografia Alves – Chaves

 

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A Arte Op das Sementes de Tamarindo

  

 

   Começou a escrever as palavras. Times New Roman. Small (3). De início estava tudo na mente. As ideias e as palavras. As ideias fluíam através dos dedos, passavam para o teclado, transformavam-se em palavras. Palavras diferentes. O vasto mundo virtual absorvia-as, então. E passavam a ser outras palavras.

    Mas nunca confiava totalmente na sua destreza manual. Tinha de confirmar o texto no monitor. Sempre. Acabava por verificar tudo. Cuidadosamente. Palavras, acentos, espaços, pontuação. Só depois escolhia a ilustração. Por vezes, uma ilustração atraía-a antecipadamente, sugerindo-lhe o texto. Desta vez a ilustração já lá estava – sementes de tamarindo.

   Abriu nova janela no monitor e começou a verificar a página do texto. Lia devagar. Uma linha, duas linhas... O olhar fugia-lhe para as sementes, a brilhar no monitor. Voltou ao início. Não conseguiu passar da terceira linha. Insistiu. O olhar não queria obedecer. Fugia sempre para as sementes. Voltou a insistir. Chegou ao segundo parágrafo. Regressou ao início, com o olhar a deslizar teimosamente para as sementes. Os olhos começavam a ficar cansados desta luta. Decidiu parar. Fechou os olhos e desistiu. Desistiu das ideias, desistiu das palavras, desistiu de escrever.

  

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Macau, 1936 (IV)

Caïro, a mesquita de Kalann. Aguarela reproduzida num postal italiano de 1917.

 

   Vagem. Há quanto tempo não lhe ocorria aquela palavra... Uma palavra que lhe recordava sempre o verde, as hortas, a sopa de legumes que detestava e o obrigavam a comer quando criança... Os tamarindos que Boubouka trouxera lembravam-lhe vagens. Estas, no entanto, eram umas vagens castanhas, de casca rija mas macia, aveludada.

   Engraçado. Durante imenso tempo, no seu entendimento inexperiente, tâmaras e tamarindos eram o mesmo. Só um dia, no souk, quando lhe mostraram as tâmaras secas, meladas e mirradas (os estrangeiros gostavam delas  inchadas, carnudas, por isso se passavam pelo vapor antes da exportação), lado a lado com a camurça castanha dos tamarindos, é que percebeu. Ao entardecer, em casa, foi a alegria da descoberta de uma nova textura e de um novo sabor. Boubouka abrira os tamarindos e dera-lhos assim, sem mais explicação. Ainda hesitou, procurando os talheres... Depois riu-se, de si próprio e dos seus preconceitos. Usar as mãos, de preferência a direita. A esquerda seria para outras tarefas e por isso menos indicada para comer, por ser mais impura.

   Não sabia que fazer com aqueles longos fios que envolviam a polpa, até que Boubouka os retirara e lhe levara bocadinhos do fruto à boca. Um sabor adocicado mas também ligeiramente ácido... Um sabor a ameixa. Sim, ameixas. Ameixas secas! Mas não cláudias ou caranguejas, antes ameixas vermelhas, ou mesmo abrunhos. Depois, a inesperada impressão dos caroços... Enormes e de formato estranho! Pareciam dentes, dentes de mogno. A polpa quase não os cobria.

   Agora segurava na mão cascas e sementes que já lhe eram familiares. Lembrou-se das crianças que vira mais tarde, na rua, brincando. Das brincadeiras simples das meninas. Num ápice, levantou-se. Lavou e secou as sementes. Fez um colar. Quando Boubouka regressou com o tamr hindi colocou-lhe o colar. Naquele pescoço de bronze o colar parecia uma jóia. Boubouka sorriu. Ele sorriu. Beijaram-se. Ele suspirou. Era feliz. Tinha mais de trinta anos e nunca havia sentido tal felicidade...

 

(http://www.flickr.com/photos/harshadsharma/)

Photo © Harshad Sharma

 

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Domingo, 3 de Junho de 2007

Sem Comentários - Porto no Século XIX

 

CONVENT OF THE SERRA, OPORTO

Gravura publicada em 1838

 

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