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05
Fev08

Arte Gráfica

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Desenho de Amaro (datas desconhecidas) para a capa de uma brochura sobre a Escola Profissional de Paiã, editada pela Junta Geral do Distrito de Lisboa em 1933. Note-se o aspecto gráfico da haste da letra "d" na preposição "da", que evoca claramente a assinatura de Almada Negreiros (1893-1970) e sugere poder a assinatura "Amaro" tratar-se de um pseudónimo.

 

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05
Fev08

Stuart

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Ilustração para a capa de O Livro do Nosso Amor (1930), de Silva Tavares (1893-1964).

 

Homenagem a Stuart Carvalhais (1887-1961), um dos mais notáveis e prolíficos ilustradores portugueses do século XX.

 

 

Ilustração reproduzida na revista O Mundo Português, número 86, de Fevereiro de 1941.

 

   "Malempregado Stuart! Num meio sem carácter, com diminutíssima cultura, sem um estratificado social apreciador da beleza artística, não podia encontrar, já não digo galardão, mas incentivo condigno, o seu lápis tão singular, filho de uma genialidade nata. Dir-me-ão que esteve em Paris e não lançou raízes. É certo. Mas por um ou outro jornal, o Rire, o Sourire, a Assiette au beurre, deixou espalhadas algumas centelhas da sua verve maravilhosa. Não perdurou ali, porquê? Não é difícil explicar o  malogro, se malogro é, à face da sua psique, pessoa aparentemente humilde e dotada de uma altivez ibérica indomável, dominada por um certo não-te-rales de temperamento que apenas se prevalece da escudela e da tarimba, possuída de enjoo manifesto pela cortesania: "o tenha a bondade... faz-me um grande favor"... tudo uma forma ralaça de ser lusitano à beira do struggle-for-life que campeia na Europa para lá dos Pirinéus. Mas o lugar dele era lá, na fileira dos Gavarni, Caran d'Ache, Daumier, Forain, Leal da Câmara. Como eles, superava no poder de observação com aquele seu olhinho azul, meio de felino, meio de dentirrostro, depois na arte de traduzi-la em linhas e dar-lhe uma legenda. Esta era como uma lançada – a estocada do diestro orlada de sangue vivo – num facto, numa anedota, num homem ou grupo de homens, borra-botas ou de alto coturno. A legenda, para esses, era como um relâmpago a iluminar a montanha do Sinai. Era um segredo do ofício; negócio de Hermes e do Espírito Santo; as suas aplicações ao quotidiano, um dos grandes dons de Stuart ."

 

Aquilino Ribeiro (1885-1963), prefácio ao livro póstumo Stuart e os Seus Bonecos (1962).

 

 

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04
Fev08

Macau, 1937 (I)

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   "Logo à entrada ouve-se o canto do grilo...". Confúcio. Ocorreram-lhe estas palavras de uma canção de ano novo quando caminhava entre a multidão. Nan-ning!, Nan-ning!, diziam as pessoas, alvoroçadamente, nas ruas. Nan-ning!, Nan-ning!, diriam, certamente, centenas, milhares, milhões de pessoas, em Macau e na China, à chegada do novo ano.

   Uma miríade de pequenos papéis, ondulando na brisa da manhã, transformava os desenhos dos búfalos num filme de Walt Disney, anunciando o novo ano. Manadas de búfalos, isolados e silenciosos, moviam-se desordenadamente entre as pontas retorcidas dos quadradinhos de papel, que mostravam o outro lado sempre que a aragem soprava com mais força. Desenhos esbatidos de búfalos, páginas onde os traços mal se viam, páginas quase em branco. Um memorando para as subtilezas e adversidades que poderiam surgir ao longo do ano.

   Aquele dia surpreendia-o. Sabia de antemão que era o mais sagrado dos dias para os chineses, mas nunca esperara assistir a tamanha mudança, em Macau. As portas das lojas, que pareciam eternamente abertas, encontravam-se agora todas encerradas. As pessoas, que já se acotovelavam frequentemente durante os outros dias, pareciam agora constituir um vasto campo de arroz, de hastes unas e flexíveis, ondulando ao vento. Não parecia haver espaço entre elas, ocupando as principais ruas da cidade velha. Todos os rostos sorriam, como se nunca tivessem tido outras expressões.

   Entre a cortina ondulante de rostos e sorrisos, entre a multidão, vislumbrou um rosto mais sorridente que os outros. Lembrava uma lua cheia de Janeiro, brilhando mais que a mais brilhante das estrelas. Uma lua cheia adornada de sedosas faixas de um negro inacreditável. Uma lua aromática, de cheiros inebriantes. Uma combinação quase impossível. Sândalo, jasmim, laranjeira. O seu luar perfumado encurtava distâncias, sobrepondo-se a todos os outros aromas, fazendo-o esquecer tudo o resto.

   Era Liang, que caminhava de rosto levantado, olhando para ele e sorrindo. Sorrindo sempre.

  

Brinco de Leão (Seng Si ou Mou Si). Macau, cerca de 1937.

 

 

(Continua em http://ilusoesurbanas.blogs.sapo.pt/9136.html)

 

 

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04
Fev08

Aspectos do Vidro em Portugal no Século XX

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Jarra em vidro "doublé" branco transparente, no exterior, e branco opaco, no interior, soprado livremente, com o exterior tratado quimicamente (flashed glass, em Inglês) de modo a obter o efeito alaranjado e irisado popularmente conhecido como "casca de cebola". O interior da peça, entre as duas camadas de vidro, foi decorado com tinta de várias cores, evocando a decoração millefiore. Peça possivelmente produzida na Marinha Grande ou na fábrica da Rua das Gaivotas, em Lisboa. Década de 1950.

 

   Em Portugal, durante o final do período Art Déco, surgiram ainda algumas peças com características decorativas específicas, representando uma ínfima parte da totalidade da produção vidreira nacional.

   A jarra reproduzida acima ilustra algumas dessas características particulares, nomeadamente a camada de vidro branco no interior conjugada com a decoração "casca de cebola" no exterior.

   A decoração produzida entre as duas camadas de vidro abandonou também a usual técnica da tinta escorrida, apresentando antes um efeito que evoca a famosa técnica millefiore (uma técnica de características diferentes, muito mais elaborada e morosa, que conjuga diversos filamentos de vidro, com cores distintas, cortados e colocados lado a lado para reproduzir um efeito floral), característica da produção vidreira italiana.

  

Pequena caixa em prata com tampa de vidro apresentando a decoração millefiore. Peça produzida em Itália. Década de 1990.

 

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04
Fev08

Lousada

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Desdobrável turístico com pequeno texto histórico, dados gerais sobre o município, planta da localidade e mapa do concelho (44,5 x 65,5 cm), publicado por Rotep, Lda., Lisboa, em 1954.

 

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