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Mar07

Art Nouveau

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H. Guimard, entrada para estação de Metro, Paris. Photo © Brian W. Ogilvie

 

  Ao contrário do estilo Art Déco, que lhe sucedeu e cuja designação apenas se institucionalizou décadas mais tarde, o estilo Art Nouveau (Arte Nova) teve a sua designação estabelecida logo na sua génese, em 1895, com a criação em Paris da famosa loja La Maison de L’Art Nouveau, de Samuel Bing (1838-1905). Durante cerca de duas décadas o estilo marcou as artes decorativas da Europa e das Américas, particularmente depois da exposição internacional de Paris, em 1900, que consagrou definitivamente a Arte Nova.

 

    Essencialmente, a Arte Nova caracteriza-se por uma assimetria do desenho e por uma utilização hiperbólica das linhas curvas, cujas sinuosidades são aplicadas em motivos vegetais e na decoração da figura feminina. As raízes deste estilo mergulham nas artes decorativas Japonesas. Assim, os motivos animais, particularmente os ligados a insectos, surgem também em número apreciável, sendo as representações de libelinhas e de gafanhotos frequentemente utilizadas, tanto na joalharia de R. Lalique (1860-1945) como na cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905).

 

R. Lalique, pregadeira Libélula © Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa.

  

   Na Alemanha, na Áustria e na Escócia, contudo, este estilo apresentou significativas variantes, as quais assentavam numa predominância de figuras geométricas e de ângulos rectos, traços que obviamente já concediam uma maior preponderância à simetria da composição.

 

 

C. R. Mackintosh, réplica recente da Willow Chair.

 

   A arquitectura foi também marcada por este estilo, sendo notáveis na Europa, entre muitos outros, os trabalhos de A. Gaudi (1852-1926), em Espanha, H. Guimard (1867-1942), em França (existe uma réplica de uma das suas entradas para o metropolitano de Paris, em ferro forjado, na estação de Picoas, em Lisboa), V. Horta (1861-1947), na Bélgica (ver o site do museu em http://www.hortamuseum.be/), C. R. Mackintosh (1868-1928), na Escócia, e da Wiener Werkstätte, na Áustria, com J. M. Olbrich (1867-1908), J. Hoffmann (1870-1956) e O. Wagner (1841-1918).

 

J. M. Olbrich, aguarela da Haus der Wiener Sezession (1897).

 

   Em Espanha, para observar conjuntos temáticos do período, visitem-se a Casa Lis, Museo de Art Nouveau y Art Déco (http://www.museocasalis.org/), em Salamanca, e a cidade de Barcelona, onde se encontram os edifícios mais famosos de Gaudi.

 

R. Lalique, peitoral Serpentes © Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa.

 

   Em Portugal, a arquitectura da época caracterizou-se essencialmente por uma hibridez que, pontualmente, apresentava alguns detalhes decorativos Arte Nova, como a mariposa do portão de ferro forjado ou o vitral da Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves (http://www.cmag-ipmuseus.pt/), em Lisboa, ou pormenores dos azulejos, estuques e ferros forjados da casa Major Pessoa, em Aveiro, que está a ser transformada no Museu Arte Nova.

 

R. Lalique, placa Águias entre Pinheiros © Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa.

 

   O Museu Calouste Gulbenkian (www.gulbenkian.pt) apresenta uma sala dedicada a René Lalique, onde se podem observar excepcionais jóias Arte Nova.

 

R. Lalique, gancho Orquídea © Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa.

 

© Blog da Rua Nove

 

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