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05
Fev07

O Nome da Rosa

blogdaruanove

 

Manhattan.

Ao contrário de muitos dos meus amigos, nunca considerei Nova Iorque o vértice supremo e inultrapassável do cosmopolitismo. A vida na cidade levou-me a dissipar preconceitos imaginários e a desdenhar de artificiais lendas urbanas. O quotidiano foi gerindo os meus espaços e gerando os meus afectos. A Rua Nove. A Rua Nove e as proximidades da Sexta Avenida, da Greenwich Avenue e da Christopher Street. Mas também a proximidade dos bares gay, onde a alegria, apesar de muitas vezes artificial, parece ser eterna. E a proximidade da Rua Onze, com o seu pequeno retalho oitocentista do Segundo Cemitério Judeu Hispano-Português. E a proximidade da Washington Square, onde os estudantes da NYU se juntam, e os espectáculos de rua se sucedem e os polícias e passadores de droga jogam um jogo que parece um interminável filme cómico do cinema mudo. E a memória da boémia do início do século XX. E a memória de Frances Loring e Florence Wyle, The Girls, as escultoras que já tinha encontrado em Toronto. E a parada do Halloween, em Outubro. E a parada do Orgulho Gay, em Julho. E as ambulâncias que passam sem cessar para o hospital da Sétima Avenida. E os bombeiros sempre alerta e em contínuo movimento. E o ruído que não nos deixa adormecer, nunca. E o William Carlos Williams e o Charles Demuth e o Robert Indiana, com as suas versões da Figure Five in Gold, todas únicas e diferentes na sua clonagem criativa. E este edifício que já foi prisão de mulheres no século XIX e agora é biblioteca. E os fantasmas que os leitores conjuram da biblioteca do Umberto Eco, que antes foi do Jorge Luis Borges. E a poeira do 11 de Setembro, the necrotic dust dos pesadelos dos nova-iorquinos. E o cheiro acre das cablagens subterrâneas, inalado durante meses sem fim. E o memorial de azulejos avulsos, presos no gradeamento da esquina da Greenwich Avenue com a Sétima Avenida. E o uivo das sirenes. E o silêncio da cidade, que não se ouve. Nunca!

...Este é o blog da Rua Nove.

 

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