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15
Jan08

Aspectos do Vidro em Portugal no Século XX

blogdaruanove

Jarra em vidro branco transparente, soprado livremente, decorado a esmalte. Apesar da preponderância dos típicos tons laranja Art Déco, a decoração evoca ainda os motivos florais de influência japonesa que se popularizaram na Europa durante a segunda metade do século XIX. Peça provavelmente produzida na Marinha Grande. Meados do século XX.

 

   O eventual predomínio da decoração gravada à roda, com padrões de estilo Art Déco, não obstou a que as fábricas da Marinha Grande continuassem a produzir peças decoradas a esmalte, muitas vezes evocando a influência dos motivos japoneses que atingiram a Europa depois da abertura forçada do Japão ao Ocidente e obtiveram particular sucesso após a Exposição Universal de Paris de 1867.   

 

Jarrão (30,5 cm de altura) em vidro branco transparente, moldado, com o exterior tratado quimicamente (flashed glass, em Inglês) de modo a obter o efeito alaranjado e irisado popularmente conhecido como "casca de cebola". Este jarrão foi posteriormente decorado em policromia, a esmalte. Peça provavelmente produzida na Marinha Grande. Meados do século XX.

 

   Quando essa decoração a esmalte surgia com motivos eminentemente derivados da gramática Art Déco, era frequente encontrar peças moldadas de grandes dimensões, combinando tal decoração com o tratamento químico que conferia às peças o acabamento conhecido como "casca de cebola".

 

 

Jarra (25,8 cm) em vidro branco transparente, moldado, com o exterior tratado quimicamente (flashed glass, em Inglês) de modo a obter o efeito alaranjado e irisado popularmente conhecido como "casca de cebola". Esta jarra foi posteriormente decorada a esmalte. Peça provavelmente produzida na Marinha Grande. Meados do século XX.

 

   Em breve, porém, uma outra técnica que pretendia apostar novamente no aspecto escultórico das peças, dispensando qualquer outra decoração, passou a ser utilizada com frequência. Sendo embora uma técnica herdada de épocas anteriores, ganhou novas possibilidades com a predominância do vidro moldado.

   O vidro "doublé", que combinava duas camadas de pasta de vidro com cores diferentes, juntou-se assim à decoração "casca de cebola" para caracterizar o vidro português do período Art Déco.

 

Caixa em vidro branco transparente, moldado, com o exterior tratado quimicamente (flashed glass, em Inglês) de modo a obter o efeito alaranjado e irisado popularmente conhecido como "casca de cebola". Esta caixa apresenta ainda o interior com uma camada de vidro branco opaco, técnica conhecida entre os vidreiros da Marinha Grande como "doublé". Peça provavelmente produzida na Marinha Grande. Meados do século XX.

 

© Blog da Rua Nove

2 comentários

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    blogdaruanove 15.08.2009

    Grato pela visita e pelo comentário. É bom saber que nem todos os tropeções têm consequências desagradáveis.

    De facto, a bibliografia sobre o vidro português é escassa e tende a apresentar essencialmente uma perspectiva historiográfica, limitando-se quase sempre aos vidros anteriores ao século XX. No entanto, existe uma vasta bibliografia em Inglês sobre o vidro e as técnicas vidreiras.

    Enquanto opção decorativa, o "flashing" é uma alternativa muito menos onerosa ao vidro doublé, menos exigente também quer quanto ao labor quer quanto à técnica, podendo ser aplicada quer no vidro que vai ser gravado quer no cristal que vai ser lapidado.

    É uma técnica que pode ser aplicada em diversas cores, embora em Portugal a "casca de cebola" tenha sido a tonalidade favorita, tornando-se sinónima da Art Déco Portuguesa industrializada e popular.

    No entanto, é ainda possível encontrar com certa frequência diversas peças em vermelho rubi, particularmente nos conjuntos que traduzem a tradição do vidro da Boémia e um certo gosto Vitoriano.
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