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24
Abr07

Velhos Tempos (I)

blogdaruanove

http://www.flickr.com/photos/aarthyr/ Photo © aarthyr

 

   – Oiça lá: você ainda se lembra do tempo em que nós dois andávamos ao sopapo, ali prás bandas do rigueiro dos tojos?

   Aquela pergunta, atirada com ingenuidade para o meu saco de memórias emaranhadas e poeirentas, levou-me a fixar com curiosidade e surpresa o bigode grisalho daquele matulão que agora me segurava os ombros...

   Se me lembrava... Naquela altura, os pêlos que agora pareciam suportar o nariz daquele rosto arredondado e bonacheirão eram uma leve mancha escura, prometendo crescer e arreigar-se com as chuvas que ainda haviam de fazer crescer várias sementeiras. As zaragatas apareciam e desapareciam com rapidez de pardais em dia de malhada. Hoje uma troca de rasteiras e palavras ameaçadoras no adro da igreja, amanhã uns arremedos na eira, e o dia seguinte trazia pancadaria pela certa. Mas quando se tratava de pregar alguma partida aos homens lá da terra ou a alguma tiazinha, o caso mudava de figura: juntávamos a nossa traquinice e ai daquele que tivesse de nos aturar! Muitas vezes quedávamo-nos pelos assaltos ao quintal do padre lá da freguesia, quase sempre interrompidos pela tiazinha rendeira a enxotar-nos com uma velha vassoura rala e algumas pragas, mas também chegávamos a fazer longos e serpenteantes carreiros pela seara madura do Ti Manel Fronha, velho rezingão sempre a acirrar-nos com resmungos e sermões próprios d'home que não matabichava.

 

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