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06
Jun07

Autógrafos - Amália Rodrigues

blogdaruanove

 

Manuel Luís Pombal (Manuel Luís de Carvalho Daün e Lorena,

1908-1971), A Nau Chatrineta (1967)

Capa de Paulo Guilherme (n. 1932)

 

 

   O que está a fazer o autógrafo de Amália da Piedade Rodrigues (1920-1999) neste livro? Ignoro. De quem são os outros autógrafos? Ignoro. O que é uma chatice... Aliás, o livro de Manuel Luís Pombal, jornalista moçambicano, trata disso mesmo – de chatos e de chatices. Transcrevem-se duas breves passagens da sua dissertação sobre o assunto:

 

   "A Mãe do Mundo vive em permanente estado de exaltação, espalhando benesses por todos os cantos, e arrasando os nervos dos que com ela contactam diàriamente. E se se trata de uma intelectual, então temos o caldo entornado para todo o sempre, pois vai buscar origens de natureza social, na visão de um menino que tem ramela nos olhos, ùnicamente porque a mãmã se esqueceu do lenço em casa. Para nós, seus amigos, acabaram as conversas simples, próprias de gente que se assoa, que anda de autocarro e que gosta de ouvir, em noite de grande inspiração, Amália Piedade Rodrigues ao som do pianinho da tristeza dizer, como mais ninguém, letras singelas dos poetas da rua.

   Vai-se a um restaurante, com fome. Nem nos sabem bem as lulas guisadas, porque a Mãe do Mundo, em ritmo de falas de "Pica-Pau", não desenrola o guardanapo, porque tem de indagar sobre o estado de espírito, naquele momento, do criado que nos serve, rubicundo e jovial filho da Galiza, se este se sentirá humilhado por receber uma gorgeta; se terá, lá em Verin, uma noiva à espera; se o patrão o tratará bem; e quantos dias de folga terá ele por semana..."

 

(...)

 

"RUY KNOPFLI

 

   É o antídoto anti-chato em pessoa, este rapaz trintão, e que, de minha conta e sem falar em nome do povo, para o que ninguém me passou procuração, considero dos melhores ensaistas portugueses do seu tempo. Não é maçável. Nem faz cerimónias. Encara o chato, ri-se-lhe na cara, diz-lhe que o acha chato, corta-lhe a inspiração, atordoa-o com remoques... enfim um rosário de predicados que, infortunadamente, não exornam a minha maneira de ser."

 

© Blog da Rua Nove

  

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