Termas e Águas Medicinais - Estoril

Contracapa da revista Panorama, número 4, Setembro de 1941.
A componente termal do Estoril, e da antiga Costa do Sol, é frequentemente esquecida, até porque o tratamento hidrológico era já na década de 1930 subestimado relativamente à frequência, e à suposta terapêutica, balnear das praias. Encontramos, assim, um registo de 158 aquistas em 1938, 151 no ano seguinte e 129 em 1940. A classificação das águas realizada em 1940 referia que as águas eram mesotermais, cloretadas e carbonatadas, muito radioactivas pelo radon.

Estabelecimento Termal na década de 1930.
Apesar deste declínio de frequência balnear, a Sociedade de Propaganda da Costa do Sol descrevia desta forma a estância termal, no início dos anos trinta:
"A Costa do Sol possui também uma importante estância hidrológica-mineral: Estoril-Termas, com uma nascente de água minero-medicinal, termal, hipersalina, cloretada, sódica, magnesiana, sulfatada e bicarbonatada, cálcica e litínica, conforme classificação e análise oficial do Prof. Charles Lepierre.
A Sociedade Estoril-Plage concessionária da nascente, fez construir junto à mesma, ao centro dum parque de estilo inglês, um magnífico balneário moderno, aberto todo o ano, sob a direcção de distintos médicos, para o aproveitamento terapêutico da nascente termal.
O estabelecimento elegante, grandioso e confortável é dos mais importantes do país. Está dotado com as instalações mais modernas de uso terapêutico para aplicação de Calor, Luz, Electricidade, maçagem, gimnástica, etc., slientando-se entre elas como modelar a de Mecanoterapia.
Neste Balneário tem-se obtido curas de reumatismo, de gôta, de circulação de sangue; doenças de senhoras, do aparelho gastro-intestinal, nevralgias, sciáticas, linfatismo; raquitismo infantil e doenças do aparelho circulatório, pelos banhos carbo-gasosos, idênticos ás de Royat e da Bad Nanheim."

Contracapa da revista Panorama, número 27, (sem indicação de mês) 1946.
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