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17
Mai07

Dia Internacional dos Museus

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   Dia 18 de Maio é o Dia Internacional dos Museus. A entrada em todos os museus nacionais é gratuita e muitos espaços oferecem a possibilidade de efectuar visitas nocturnas. Sugere-se a visita a um espaço que não é um museu, o Palácio e a Quinta da Regaleira, em Sintra, mas que merece ser descoberto mesmo que a entrada não seja gratuita.

 

 

 

   Se estiver em Sintra e desejar uma visita gratuita a um museu, entre muitas possíveis, sugere-se uma visita à exposição Art Déco, no Sintra Museu de Arte Moderna, que apresenta uma versão aumentada da colecção Berardo, anteriormente exibida no Museu de Serralves, no Porto. A integração de novas peças de vários museus, dois nacionais e um francês, veio diversificar o espólio exibido e renovar o interesse na exposição.

 

 

 

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12
Mar07

Tuberculose

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Preventório de Penacova, Coimbra, década de 1930 

 

   Henrique Pousão foi uma das muitas vítimas da tuberculose no século XIX. Milhares e milhares de portugueses anónimos morreram então com a tísica, o mal do século. Muitos outros não eram tão anónimos assim. O pintor Francisco Metrass (1825-1861) sucumbiu também a esta doença. Tal como os escritores Júlio Dinis (Joaquim Guilherme Gomes Coelho, 1839-1871), António Nobre (1867-1900), Soares de Passos (1826-1860), Cesário Verde (1855-1886) e o menos consagrado José Duro (1875-1899). Fernando Pessoa (1888-1935), contudo, sempre considerou este último um dos seus mestres para a obra heteronímica, juntamente com Cesário Verde.

   A tuberculose recebeu este nome em 1839, por intermédio de J. L. Schoenlein (1793-1864), que constatou ter esta doença múltiplos sintomas. No entanto, o bacilo só foi caracterizado em 1882 por Robert Koch (1843-1910), o qual veio a ser galardoado com o prémio Nobel da Medicina em 1905. A vacina surgiria em 1906, recebendo o nome, B.C.G., dos investigadores (Albert) Calmette (1863-1933) e (J.-M. Camille) Guerin (1872-1961).

 

Preventório de Penacova, Coimbra, década de 1930

 

   Em Portugal, tal como no resto da Europa, a doença ainda dizimava milhares de pessoas nos primeiros três decénios do século XX, pelo que a partir da década de 1930 se intensificou a implementação de sanatórios, preventórios e dispensários. Até 1974, os dispensários do I.A.N.T. constituíam uma visão comum na paisagem urbana portuguesa, embora tivessem servido essencialmente como centros de prevenção e vacinação nas últimas décadas do Estado Novo. À obra filantrópica do médico Bissaya Barreto (1886-1974) se ficou a dever o desenvolvimento de um vasto sistema de profilaxia e prevenção da doença nas Beiras, de que o preventório de Penacova é um dos múltiplos exemplos. Também à visão de Bissaya Barreto, que conjugava utopia com pragmatismo, se ficaram a dever o conjunto arquitectónico denominado Portugal dos Pequenitos, um projecto iniciado em 1938, da autoria do arquitecto Cassiano Branco (mencionado anteriormente no post: http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/2007/03/06/), e a instituição da Fundação Bissaya Barreto (http://www.fbb.pt/).

 

Preventório de Penacova, Coimbra, década de 1930

 

   O Preventório de Penacova teve o seu edifício art déco renovado segundo um projecto de 1999. Reabriu em 2002 como unidade hoteleira, o Hotel Palacete do Mondego (http://www.palacete-penacova.net/), local de onde se desfruta uma magnífica panorâmica sobre o vale do rio Mondego.

   As imagens reproduzidas integram um conjunto de fotografias postais, de que se conhecem nove exemplares, editadas pela Junta da Província da Beira Litoral, Coimbra, na década de 1930. Os postais foram impressos na Alemanha.

 

Preventório de Penacova, Coimbra, década de 1930

 

© Blog da Rua Nove

06
Mar07

Arquitectura Art Déco

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   O edifício Chrysler (1930), do arquitecto William van Halen (1883-1953), é um dos  ícones da arquitectura historicamente relacionada com o estilo Art Déco. O seu recorrente aparecimento em dezenas de registos cinematográficos, e o seu consequente e inevitável glamour, quase nos fazem esquecer que na arquitectura contemporânea deste estilo também se integrava um movimento arquitectónico menos exuberante, mas sintomaticamente mais importante e influente para os  arquitectos e historiadores de arte e de arquitectura - o movimento da Bauhaus (1919). O modernismo arquitectónico das décadas de 1920 a 1940 dividir-se-ia, assim, num movimento mais depurado, contido e racional, o da Bauhaus, e noutro mais extrovertido e claramente favorecedor dos pormenores decorativos, exteriores e interiores, dos edifícios, aquele que habitualmente se associa ao estilo Art Déco.

 

   

Photo © Fundação de Serralves, Porto

 

   Em Portugal, encontram-se de norte a sul, e nas ilhas, vários exemplos dessa arquitectura. Em Lisboa podem destacar-se, entre muitos, muitos outros, os edifícios da estação ferroviária do Cais do Sodré (1928), a Igreja de Nossa Senhora de Fátima (1938), na Avenida de Berna, a moradia na Avenida Cinco de Outubro, e o edifício do Diário de Notícias (1940), na Avenida da Liberdade, todos da autoria do arquitecto Pardal Monteiro (1897-1957); a fachada que resta do primitivo Éden Teatro (1935), desenhado pelo arquitecto Cassiano Branco (1897-1970), nos Restauradores; a estação fluvial Sul-Sueste (1931), do arquitecto Cotinelli Telmo (1897-1948), arquitecto-chefe da Exposição do Mundo Português de 1940; e a Casa da Moeda (1936), do arquitecto Jorge Segurado (1898-1990) .

 

 

Photo © Fundação de Serralves, Porto

                

   No Porto, o edifício Art Déco por excelência é a Casa de Serralves, cuja execução contou com a colaboração de alguns dos maiores expoentes europeus desse movimento. (Para saber mais sobre a casa, a sua história e os arquitectos e artistas que contribuíram para a sua conclusão e decoração, visite o site da Fundação de Serralves em www.serralves.pt.) Mas a antiga garagem do jornal Comércio do Porto (1932), do arquitecto Rogério de Azevedo (1912-1983) e o edifício do Coliseu do Porto, de Cassiano Branco, são também outros edifícios de referência. Para a história da arquitectura de interiores, registem-se os notáveis vitrais que hoje integram um restaurante da cadeia McDonald's, na Praça da Liberdade.

 

 

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