Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blog da Rua Nove

Blog da Rua Nove

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2011
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2010
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2009
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2008
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2007
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
24
Set07

Deleatur

blogdaruanove

 

   Gostava de escrever assim. Os dedos deslizando lentamente pelo teclado, as palavras surgindo como que por magia. Os dedos materializando combinações insuspeitas de palavras, a imaginação solidificando uma memória inventada.

   Agradavam-lhe aquelas folhas brancas feitas de nada. Ao contrário do que acontecia com as palavras inscritas no papel, aqui as palavras apagavam-se e era como se nunca tivessem existido... Cercavam-se as palavras e eliminava-se a verdadeira História do Cerco de Lisboa. Fechavam-se os olhos e esquecia-se a identidade do Dare Devil.

   Pressionava-se o teclado, tec, tec, tec... (Tec, tec, tec? Isso era antigamente, na velha Remington... No aeroporto. "Abra a mala, por favor, temos que verificar esse instrumento metálico... Pesado, hã? Uma máquina de escrever? Já não via uma relíquia destas há anos... Grande portátil, hein?" Não. Este teclado agora era silencioso...), pressionava-se o teclado, leve e silencioso, e as letras saíam redondas, alinhadas, uniformes, escondendo a fragilidade da caligrafia, o tremor das mãos, a dificuldade da escrita, a incerteza do risco...

   Clicava-se num ícone e inseria-se uma imagem. Disfarçavam-se os defeitos do texto, reinventava-se a memória. Escolheu uma ovelha. Uma ovelha de pedra. Apesar de tudo, parecia-se com aquelas que encontrava durante as suas insónias. O claro-escuro evocando as sombras da memória. O branco polido da escultura lembrando-lhe a brancura luminosa do monitor vazio...

   Ia escrever sobre o quê, mesmo?...

 

© Blog  da Rua Nove

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2011
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2010
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2009
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2008
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2007
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D