
Desenho de artista não identificado para o ex-libris de B. R. (Branca Fernandes Rumina, 1898-1988), aplicado na obra A Ilustre Casa de Ramires (1900; presente edição, 3.ª, 1912), do escritor Eça de Queirós (1845-1900).
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Pequena jarra em vidro branco transparente, soprado livremente e gravado, e base octogonal em vidro preto opaco, moldado. Aplicação de contas em prata moldada na junção. Peça provavelmente produzida na Marinha Grande. Década de 1940 ou 1950.
Uma das características do vidro português produzido durante o período Art Déco foi a combinação de vidro de distintas cores numa mesma peça, mas em componentes diferenciados. Habitualmente, produziam-se as bases de jarras e jarros em vidro preto (de facto, vidro castanho escuro ou ametista, quase opaco, dando a impressão de ser preto), às quais se aplicava o corpo da peça. Para além do preto, as outras cores predominantes, transparentes, eram o verde, o azul, o castanho e o rosa salmão.

Jarra em vidro verde transparente, soprado livremente e pintado a esmalte, e base em vidro preto opaco. Peça provavelmente produzida na Marinha Grande. Década de 1940 ou 1950.
As peças assim produzidas recebiam uma decoração que na maior parte das vezes era gravada ou pintada a esmalte, embora pudessem surgir peças tratadas parcialmente a jacto de areia ou peças, como acontecia com as simples tampas das garrafas licoreiras mas também com vidros de maior prestígio, lapidadas.
A decoração poderia ser essencialmente abstracta e modernista, como se constata na primeira imagem, mas também poderia representar as tradicionais pinturas a esmalte com florinhas e ramagens, evocando outras vezes temáticas consagradas da Arte Nova, como a famosa rosa escocesa de C. R. Mackintosh (1868-1928).
Uma última característica complementar era a aplicação de pequenos colares de prata moldada na zona de junção dos componentes de cores diferentes.

Jarro em vidro branco transparente, soprado livremente e gravado, e base em vidro preto opaco, moldado. Aplicação de contas em prata moldada na junção. A decoração gravada evoca claramente a famosa rosa escocesa de C. R. Mackintosh. Peça provavelmente produzida na Marinha Grande. Década de 1940 ou 1950.
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Desenho de artista não identificado para o ex-libris de Joaquim Madureira (datas desconhecidas), aplicado na obra Amour et Géographie (Geografi og Kærlighed, 1889; presente tradução francesa, 1895), do escritor norueguês Björnstjerne Björnson (1832-1910; prémio Nobel da Literatura em 1903).
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Jarra em vidro "doublé" branco transparente, moldado. O interior da peça, entre as duas camadas de vidro, foi decorado com tinta rosada escorrida e o exterior foi dourado. Peça provavelmente produzida na Marinha Grande. Década de 1950.
A produção de peças em vidro "doublé", técnica em que se sobrepõem duas camadas de vidro de cor diferente ou duas camadas de vidro branco transparente, foi aperfeiçoada na Europa central durante o século XVIII, época em que o denominado zwischengoldglas (processo em que a decoração a ouro era inserida entre duas camadas de vidro branco transparente, dando uma sensação de tridimensionalidade) era sinónimo de perícia vidreira, elegância e luxo.

Jarra em vidro "doublé" branco transparente, moldado. O interior da peça, entre as duas camadas de vidro, foi decorado com tinta esverdeada escorrida e o exterior foi dourado. Peça provavelmente produzida na Marinha Grande. Década de 1950.
Durante o final do período Art Déco na indústria vidreira portuguesa, verificou-se uma tendência para aliar as características escultóricas do vidro moldado às possibilidades decorativas que o "doublé" de vidro branco transparente permitia. Assim, surgiram peças características da época que apresentavam uma decoração efectuada com tinta escorrida entre as duas camadas de vidro branco, evocando uma decoração que tinha atingido grande expressão na cerâmica portuguesa de épocas anteriores, como aquela que era característica das Fábrica Bordalo Pinheiro, San Rafael, e outras, nas Caldas da Rainha.
Essas peças apresentavam ainda uma decoração complementar, exterior, a ouro, com motivos que, frequentemente, se afastavam já das características da gramática Art Déco, particularmente daquela que se traduzia na apresentação de flores ou formas vegetais de grandes dimensões

Jarra em vidro "doublé" branco transparente, moldado. O interior da peça, entre as duas camadas de vidro, foi decorado com tinta esbranquiçada escorrida e o exterior foi dourado. A decoração evoca violetas estilizadas, características do período Art Nouveau, em França, durante finais do século XIX. Peça provavelmente produzida na Marinha Grande. Década de 1950.
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Photo © A. Hoffmann
Art Nouveau Denbac Stoneware Box, France, 1910s.
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Art Nouveau Denbac Stoneware Vase, France, 1910s.
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Art Nouveau Denbac Stoneware Vase, France, 1910s.
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Photo © A. Hoffmann
Art Nouveau Denbac Stoneware Vase, France, 1910s.
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J. Carlos (José Carlos de Brito e Cunha, 1884 -1950)
Desenho para a capa da revista Ilustração Brasileira, número 37, Setembro de 1923.
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Azulejo Arte Nova da fábrica inglesa Minton Hollins & Co. Finais do século XIX, inícios do século XX.
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