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Mai07

Harajuku (III)

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   A maquilhagem das figuras do teatro kabuki permite concentrar a atenção do espectador na expressividade do olhar, o qual encerra uma função primordial na representação teatral, não apenas na japonesa mas também na asiática, em geral .

    O valor dessa expressividade alastrou depois a outras formas de arte, como as xilogravuras, a banda desenhada (manga) e os próprios desenhos animados japoneses, que têm como uma das características fundamentais o valor que, no rosto, se concede às dimensões e expressividade dos olhos – vejam-se séries tão diferentes como a adaptação japonesa de Heidi e a série Pokemon.

   Nas raparigas Harajuku, essa expressividade é ainda acentuada pelo uso de lentes de contacto coloridas, que complementam  o exotismo da composição. Por vezes, a utilização de outras cores, que não o carmim, sobre a maquilhagem branca, remete para as figuras demoníacas ou fantasmagóricas do imaginário da tradição oral e do teatro.

 

© Blog da Rua Nove 

23
Mai07

Harajuku (II)

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   A apresentação das raparigas Harajuku cruza várias influências, desde uma versão extremamente colorida e adulterada do aspecto neo-gótico até à influência de maquilhagem de grupos e intérpretes ocidentais de hard rock dos anos 70, como os Kiss e Alice Cooper, os quais, obviamente, se tinham inspirado na própria maquilhagem tradicional do Japão.

   A maquilhagem que no Ocidente se associa habitualmente à imagem das  geishas e bijin japonesas é, de facto, característica também dos actores de teatro tradicional, seja o teatro kabuki seja o teatro nô.

   Em consequência da proibição estabelecida para a representação feminina, no século XVIII, os actores japoneses representavam quer papéis masculinos quer papéis femininos e a maquilhagem, embora já utilizada anteriormente por ambos os sexos, tornou-se uma forma de reforçar e aperfeiçoar a imagem feminina desses actores.

   Embora alguns japoneses refiram que a Harajuku são as novas geishas, é evidente que a sua atitude nada tem de deferente ou  tradicional, representando antes um eventual desejo de contestar a rigidez dos estatutos da sociedade japonesa.

 

© Blog da Rua Nove

22
Mai07

Harajuku (I)

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   Ícones culturais da transição para o século XXI no Japão, as raparigas Harajuku (receberam o nome da estação e bairro homónimo de Tóquio, onde se concentram) são um fenómeno popular da cultura urbana deste país que muito tem contribuído para projectar e promover as idiossincracias culturais do Japão no exterior.

   Consequência, entre muitos outros factores, do tratamento reverente que as crianças recebem no Japão, esta atitude pode ser interpretada como um rito de transição da adolescência para a idade adulta. Melhor ainda, pode ser interpretada como uma resistência à entrada no exigente e conservador mundo adulto da cultura japonesa.

   É evidente nesta fotografia a paráfrase da mentalidade Hello Kitty e de toda a inocência e infantilidade associada a esta imagem de marca japonesa criada na década de 1970.

   Ironicamente, a máscara anti-poluição que muitos adultos usam nas zonas urbanas aparece aqui colocada de forma displicente, sem qualquer funcionalidade imediata e com a sua asséptica brancura maculada pelos caracteres inscritos a preto e rosa.. 

 

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