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Mai07

Kuniyoshi

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   Detalhe de uma xilogravura (1852) de Ichiyusai Kuniyoshi (1797-1861), representando um actor, não identificado, a desempenhar o papel de um shogun numa peça de teatro kabuki.

   Note-se o contorno pintado à volta dos olhos e a movimentação que o actor imprime ao olhar, característica que pretende acentuar a expressão de emoções e traduz uma representação exímia. 

   Durante o século XX, os grandes cultores ocidentais de mímica utilizaram a maquilhagem e a expressividade como característica fundamental das suas actuações, tal como o famoso mimo francês Marcel Marceu (pseudónimo de Marcel Mangel, n. 1923). 

   Marceu, evidentemente, surge na linha dos grandes actores  do cinema mudo e da comunicação não-verbal, como Charlot (Charles Chaplin, 1889-1977) e Pamplinas (Buster Keaton, pseudónimo de Joseph Frank Keaton VI, 1895-1966). O contorno da linha dos olhos era, aliás, uma das imagens de marca da expressividade do cinema mudo. 

 

 

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24
Mai07

Harajuku (III)

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(Sorry. The author of the photo changed his mind and decided to withdraw his

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   A maquilhagem das figuras do teatro kabuki permite concentrar a atenção do espectador na expressividade do olhar, o qual encerra uma função primordial na representação teatral, não apenas na japonesa mas também na asiática, em geral .

    O valor dessa expressividade alastrou depois a outras formas de arte, como as xilogravuras, a banda desenhada (manga) e os próprios desenhos animados japoneses, que têm como uma das características fundamentais o valor que, no rosto, se concede às dimensões e expressividade dos olhos – vejam-se séries tão diferentes como a adaptação japonesa de Heidi e a série Pokemon.

   Nas raparigas Harajuku, essa expressividade é ainda acentuada pelo uso de lentes de contacto coloridas, que complementam  o exotismo da composição. Por vezes, a utilização de outras cores, que não o carmim, sobre a maquilhagem branca, remete para as figuras demoníacas ou fantasmagóricas do imaginário da tradição oral e do teatro.

 

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23
Mai07

Kunisada

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    Detalhe de uma xilogravura (1850) de Utagawa Kunisada (1786-1865), também conhecido como Toyokuni III, representando o actor Iwai Kumesaburo III a desempenhar o papel feminino de Aburaya Musume Osome na peça Osome Hisamatsu Ukina Yomiuri, que foi apresentada esse ano no teatro Kawarazaki.

 

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23
Mai07

Harajuku (II)

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   A apresentação das raparigas Harajuku cruza várias influências, desde uma versão extremamente colorida e adulterada do aspecto neo-gótico até à influência de maquilhagem de grupos e intérpretes ocidentais de hard rock dos anos 70, como os Kiss e Alice Cooper, os quais, obviamente, se tinham inspirado na própria maquilhagem tradicional do Japão.

   A maquilhagem que no Ocidente se associa habitualmente à imagem das  geishas e bijin japonesas é, de facto, característica também dos actores de teatro tradicional, seja o teatro kabuki seja o teatro nô.

   Em consequência da proibição estabelecida para a representação feminina, no século XVIII, os actores japoneses representavam quer papéis masculinos quer papéis femininos e a maquilhagem, embora já utilizada anteriormente por ambos os sexos, tornou-se uma forma de reforçar e aperfeiçoar a imagem feminina desses actores.

   Embora alguns japoneses refiram que a Harajuku são as novas geishas, é evidente que a sua atitude nada tem de deferente ou  tradicional, representando antes um eventual desejo de contestar a rigidez dos estatutos da sociedade japonesa.

 

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